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Mostrando postagens de setembro, 2007

Conceptualismo – o segredo de Deus - XXII ...

Sexta-feira, 28 de setembro de 2007 Conceptualismo – o segredo de Deus XXII Aqui, mais uma vez, Kant atribui essa noção à atividade construtivista da mente. Ele não busca nada no fenômeno sensível , nos sons ou no tato. Os objetos do entendimento não contêm nada, e as ideias da razão também não; agora, ele nem sequer concede valor às afirmações da faculdade do juízo . A realidade, como uma afirmação pura, cai no vazio porque os arquétipos — em função dos quais um objeto se ajusta — são, na verdade, outras construções a priori. A faculdade do juízo lança sobre a variedade dos objetos as finalidades formais, como os gêneros e as espécies. Ela organiza tudo de forma que tenhamos a impressão de que certas coisas existem, porque se ajustam a essas finalidades formais, mas elas não são assim na ordem efetiva. Isso ocorre porque os próprios arquétipos não se constituem em módulos de valor ontológico. Em Platão , os modelos eram absolutos e até realidades em um mundo além. Aristótel...

Conceptualismo – o segredo de Deus - XXI ...

Quinta-feira, 27 de setembro de 2007 Conceptualismo – o segredo de Deus XXI O construtivismo de Kant avança para novos empreendimentos, desta vez para a criação de "ideias" (no sentido de idealismo). A faculdade do entendimento produziria "conceitos", que são parte do juízo. Em seguida, entra em ação a faculdade da razão , primeiramente como pura, depois como prática. Ao ordenar os juízos em argumentos , ela obtém conclusões, cuja denominação técnica, que as distingue dos conceitos, é a de ideias. A partir dos fenômenos sensíveis , a razão de Kant calcula a existência de uma realidade, mas essa realidade é apenas uma idealidade. A ideia mais geral neste plano é a do mundo . A partir dos fenômenos da consciência, sob o eu lógico, a razão calcula a ocorrência de um eu psicológico, que também não passa de uma idealidade. A ideia mais geral neste plano subjetivo é a de alma . Como causa total, a razão imagina a existência de um Deus. Este, alcançado por e...

Conceptualismo – o segredo de Deus - XX ...

Quarta-feira, 26 de setembro de 2007 Conceptualismo – o segredo de Deus XX Vamos analisar a construção do objeto, que parte do fenômeno, mas sem extrair nada dele. Exatamente por não extrair conteúdo do fenômeno, essa abordagem diverge da antiga filosofia aristotélica . Uma vez que o fenômeno é esvaziado, reduzido a uma "inconsistência fenomenal" sem qualquer conteúdo real, não resta nada nele com que se possa prosseguir uma construção. A opinião de Kant , nesse sentido, tem sua lógica. Se ele esvaziou o fenômeno, não há o que se tirar; se ele o transformou em pura fenomenalidade, ele não pode conter estruturas ontológicas. Kant, assim, recai nos artifícios da dúvida metódica de Descartes . Kant não errou ao duvidar metodicamente. Mas talvez tenha errado ao conduzir a dúvida para separar a realidade da fenomenalidade, o lógico do ontológico. Essa divisão pode ser apenas uma criação da razão, inexistindo na realidade. Nesse caso, a solução para o problema crítico seria,...

Conceptualismo – o segredo de Deus - XIX...

Terça-feira, 25 de setembro de 2007 Conceptualismo – o segredo de Deus XIX A pergunta central é: as coisas existem apenas na mente que as conhece, ou também existem independentemente dela? Em um nível mais detalhado, a questão se torna: o que é real, uma vez definido como a determinação dos objetos? Essa definição é apenas uma atribuição subjetiva aos objetos, ou é também algo independente? A complexidade desse questionamento é bem sugerida pelo ditado popular: " gostos e cores não se discutem " ( de gustibus et coloribus non est discutendum ). Uma vez estabelecido que o real se constitui como a determinação dos objetos, a investigação continua: essa determinação está realmente nas coisas, como uma realidade independente da consciência pensante, ou nasce da nossa própria maneira de pensar e de construir os objetos? Talvez as pétalas das flores sejam reais, mas não a sua cor. Ou talvez as próprias pétalas não sejam reais, e então, nada mais sobraria de real. Ao di...

Conceptualismo – o segredo de Deus - XVIII ...

Segunda-feira, 24 de setembro de 2007 Conceptualismo – o segredo de Deus XVIII A realidade subjetiva é assim chamada por derivar de concepções que se alteram de acordo com o nosso grau de conhecimento, com o estágio da nossa consciência e, principalmente, com o estado de espírito em que nos encontramos. Uma mesma situação, por exemplo, pode ter efeitos diferentes em uma mesma pessoa, dependendo do seu estado emocional. A assimilação dessa realidade passa por filtros psicológicos que acabam adequando e transformando qualquer situação conforme a nossa conveniência. Infelizmente, é assim que enxergamos o mundo. Esta é também a principal razão pela qual nunca podemos afirmar que conhecemos a nossa realidade ou as nossas vidas. Precisamos sempre lembrar que essa realidade que vemos e entendemos como verdadeira é uma concepção da nossa mente. Certamente, é triste ter que admitir que tudo aquilo que jurávamos e realmente acreditávamos ser verdadeiro não passa de uma projeção mental ...

Conceptualismo – o segredo de Deus - XVII ...

Sexta-feira, 21 de setembro de 2007 Conceptualismo – o segredo de Deus XVII A realidade subjetiva é assim chamada por derivar de concepções que se alteram de acordo com o nosso grau de conhecimento, com o estágio da nossa consciência e, principalmente, com o estado de espírito em que nos encontramos. Uma mesma situação, por exemplo, pode ter efeitos diferentes em uma mesma pessoa, dependendo do seu estado emocional. A assimilação dessa realidade passa por filtros psicológicos que acabam adequando e transformando qualquer situação conforme a nossa conveniência. Infelizmente, é assim que enxergamos o mundo. Esta é também a principal razão pela qual nunca podemos afirmar que conhecemos a nossa realidade ou as nossas vidas. Precisamos sempre lembrar que essa realidade que vemos e entendemos como verdadeira é uma concepção da nossa mente. Certamente, é triste ter que admitir que tudo aquilo que jurávamos e realmente acreditávamos ser verdadeiro não passa de uma projeção mental , ...

Conceptualismo – o segredo de Deus - XVI ...

Quinta-feira, 20 de setembro de 2007 Conceptualismo – O Segredo de Deus XVI Depois de analisarmos tantas frases que nos fazem refletir sobre o que pode ou não ser verdade, vamos pensar um pouco mais juntos, com o objetivo de chegarmos a um ponto em comum. Eu sei que não é fácil mudar radicalmente uma linha de raciocínio, ou pensamentos que foram forjados durante toda a nossa existência. Eu também passei por tudo isso. E sei, como sei, o que é ser taxado de lunático por defender ideias e teorias que vão contra o pensamento coletivo, que não aceita, em hipótese alguma, mudanças em suas verdades. Mas chegou um momento em que eu precisava me manifestar. Ou eu fazia isso, ou estaria condenado a viver o resto da minha vida ocultando um conhecimento que me invadiu desde a infância e que, em momento algum, eu procurei. Para ser sincero, no começo, tentei fugir. O fato de essa teoria parecer tão absurda me fez logo perceber que eu estava sozinho. Professores, amigos, parentes — nin...

Conceptualismo – o segredo de Deus - XV ...

Quarta-feira, 19 de setembro de 2007 Conceptualismo – o segredo de Deus XV Vamos analisar mais algumas frases de estudiosos que corroboram a nossa tese. "Cada homem está onde está pela lei do seu ser. Os pensamentos que ele construiu em seu caráter fabricaram, literalmente, o filme que ele vive. Na organização de sua vida, não existe nenhum elemento de sorte, pois tudo é o resultado de uma lei que não pode errar." Isso é tão verdadeiro para aqueles que se sentem em desarmonia com o seu meio quanto para os que estão contentes com ele. Como um ser progressivo e em evolução, o homem está onde está para que possa aprender e crescer. Ao assimilar a lição espiritual que cada circunstância contém, ela se vai, dando lugar a outras. O homem é golpeado pelas circunstâncias enquanto pensar que é uma criatura de condições externas, de pele e osso. Mas quando ele entende que é um poder criativo e que pode comandar o solo oculto e as sementes do seu ser — de onde as circunstâncias...

Conceptualismo - o segredo de Deus - XIV ...

Terça-feira 18 de setembro de 2007   Conceptualismo – o segredo de Deus XIV Vamos analisar algumas frases de estudiosos que reforçam nossa tese. "Como um homem pensa em seu coração, assim ele é." "Um homem vive literalmente o filme construído pelos seus pensamentos." Assim como uma planta brota e não pode existir sem a semente, cada experiência que vivemos brota das sementes ocultas do pensamento. A experiência é o florescer do pensamento, e a alegria e o sofrimento são seus frutos. Deste modo, o homem colhe o fruto doce ou amargo de sua própria semeadura . "O homem é uma projeção Divina , e não uma criação por acaso; seus poderes são inimagináveis, e sua vida e experiência dependem quase que exclusivamente de seus pensamentos." O homem é feito ou desfeito por si mesmo. Ele escreve, dirige e vive o seu próprio filme, forjando as armas com as quais se destrói ou criando as ferramentas com as quais constrói uma experiência digna, rica e feliz, s...

Conceptualismo – o segredo de Deus - XIII ...

Segunda-feira, 17 de setembro de 2007  Conceptualismo – o segredo de Deus XIII Praticamente todas as religiões ocidentais , embora apresentem fortes divergências em relação às orientais que analisamos, convergem na questão da vida eterna . Para elas, o objetivo principal está diretamente ligado a uma vida após esta, que conhecemos como vida. O catolicismo, o protestantismo e o evangelismo, por exemplo, defendem que estamos aqui, nesta existência, com a finalidade de nos prepararmos, purificarmos e desenvolvermos para a verdadeira vida — o paraíso na vida eterna. Assim, podemos dizer que todas essas religiões têm em comum a crença de que a vida que experimentamos não é a vida verdadeira. Nesse ponto, vemos a primeira coincidência com as teorias do Conceptualismo: esta realidade que acreditamos existir não passa de uma fase, de apenas uma passagem por um período de tempo. Nas diversas Bíblias das religiões ocidentais , uma citação comum é a de que estamos constantemente vu...

Conceptualismo – o segredo de Deus - XII ...

Sexta-feira, 14 de setembro de 2007 Conceptualismo – o segredo de Deus - XII Assim como no Budismo , verificamos que a Seicho-No-Ie também nos oferece uma série de evidências sobre a realidade e sobre o mundo paralelo que nós mesmos criamos e passamos a acreditar como sendo verdadeiro. Vamos analisar as seguintes afirmações: "Não existe matéria, como não existem doenças: quem criou tudo isso foi o coração... Segue-se disso que a doença pode ser curada com o coração..." Essas frases são incisivas. — Não existe matéria. Aqui, não se trata apenas de uma questão de interpretação. As palavras são simples, objetivas e diretas. — Como não existem doenças. Portanto, é fácil deduzir que, se não há matéria, mas a imaginamos, essa imaginação está suscetível a doenças, que também inventamos. — Quem criou tudo isso foi o coração. O "coração" aqui se refere à nossa mente, à nossa consciência, àquela adquirida por Adão que iniciou o processo de criação deste mundo ...

Conceptualismo - o segredo de Deus - XI ...

Quinta-feira, 13 de setembro de 2007 Conceptualismo – o segredo de Deus - XI Vamos analisar o que outras filosofias e religiões têm em comum com o Conceptualismo. A Seicho-No-Ie ( Lar do Progredir Infinito , em tradução livre) foi fundada oficialmente em 1º de março de 1930. Seu fundador, Dr. Masaharu Taniguchi , era um jovem ávido por conhecer a Verdade que liberta, conforme os ensinamentos de Jesus Cristo. Naquela época, o Japão passava por grandes desafios, como o Grande Terremoto de Kantô e o impacto da quebra da Bolsa de Nova York. Pessoalmente, o Dr. Taniguchi, recém-casado, com uma filha pequena, sofria de tuberculose. Com sua formação religiosa, tendo estudado diversas filosofias, o Dr. Taniguchi buscou na espiritualidade a resposta para os sofrimentos pelos quais passava e, por extensão, toda a humanidade. Ao orar no Templo de Sumiyoshi , recebeu a primeira de uma série de Revelações Divinas que nortearam sua vida. A Seicho-No-Ie acredita no princípio da manifesta...

Conceptualismo – o segredo de Deus - X ...

Quarta-feira, 12 de setembro de 2007   Conceptualismo – o segredo de Deus - X Continuamos com os ensinamentos de Buda . A verdade diz: "Não existe mente". Então, que tipo de estado você está buscando? Isso é difícil de entender. As pessoas costumam dizer: "Gostaríamos de alcançar um estado de mente silencioso." Elas pensam que a mente pode ser silenciada, mas a mente nunca pode ser silenciada. Mente significa confusão, problema, doença. Mente significa tensão, o estado de angústia. A mente não pode ficar em silêncio. Quando há silêncio, não há mente. Quando o silêncio chega, a mente desaparece. Quando a mente está presente, o silêncio não está. Por isso, não pode haver uma mente silenciosa, da mesma forma que não pode haver uma doença saudável. É possível ter uma doença saudável? Quando há saúde, a doença desaparece. O silêncio é a saúde profunda. A mente é a doença profunda, o distúrbio profundo.   A Chave para o Verdadeiro Mundo Buda chamou seu ...

Conceptualismo – o segredo de Deus - IX ...

Terça-feira, 11 de setembro de 2007  Conceptualismo – O Segredo de Deus - IX Para entender o Conceptualismo, é necessário acessar a concepção verdadeira, o mundo real, e não aquele que sempre acreditamos ser. Todos os julgamentos que fazemos — sobre nós mesmos, sobre o universo e sobre a própria vida — têm como base as informações que acumulamos durante nossa existência. Em outras palavras, usamos nosso intelecto. O grande problema é que esse intelecto foi formado com informações que se mostraram erradas, passadas por gerações, onde ainda podemos dizer que, para explicar a nossa própria existência, fazemos uso da mitologia .   Superando a Mitologia e os Sentidos Sim, a velha e equivocada mitologia, onde sempre encontramos uma explicação para tudo o que não entendemos. No céu, existe o trovão porque o deus Thor se vê furioso e bate com seu poderoso martelo. O mar, quando revolto, deve-se ao descontentamento do deus Netuno , e assim por diante. Embora a ciência t...