quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

JANELA DE VIDRO...

JANELA DE VIDRO...

De dentro do nosso mais profundo ser, observamos um mundo externo interagindo matematicamente com ligações obscuras e invisíveis a nossa percepção.

De dentro do nosso mais profundo ser, observamos um mundo externo através de um vidro, um vidro que pode estar límpido e cristalino, ou sujo e empoeirado.

De dentro do nosso mais profundo ser, observamos um mundo externo limpo, belo e cheio de harmonia, ou olhamos para algo sujo, impregnado de crostas psicológicas nocivas, desmotivadoras, deprimentes e revoltantes.

De dentro do nosso mais profundo ser, observamos um mundo externo e tentamos corrigi-lo, acertá-lo, modificá-lo porque assim acreditamos – honestamente – que seremos felizes.

De dentro do nosso mais profundo ser, observamos um mundo externo e continuamos tentando limpá-lo de toda sujeira que fielmente acreditamos – durante toda a nossa vida – estar depositada nele.

De dentro do nosso mais profundo ser, observamos um mundo externo através de uma janela de vidro. Alguns teimosos e persistentes chegam ao final de suas vidas e compreendem:

Não era o mundo lá fora que era feio e sujo. Eles percebem que passaram a vida inteira tentando limpar esse mundo, corrigir as pessoas erradas, acertar, arrumar, limpar, ou seja, adequar o mundo, a vida, à sua vontade.

Mas, felizmente, um dia perceberam que era o vidro da janela que estava sujo.

m trozidio

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Para tudo há uma saída...

Quando te sentires perdido, lembra-te, só a audácia te salvará!

Conta uma antiga lenda que na idade média um homem muito virtuoso foi injustamente acusado de haver assassinado uma mulher.

Na realidade o verdadeiro autor era uma pessoa muito influente do reino, por isso, desde o primeiro momento, se procurou um bode expiatório para encobrir o culpado.

O homem foi levado a julgamento já sabendo que tinha pouca ou nenhuma chance de escapar ao terrível veredicto... a forca!!

O juiz que fazia parte do complô tratou de dar um aspecto de julgamento justo e para isso disse ao acusado: Conhecendo tua fama de homem justo e devoto ao Senhor, deixaremos nas mãos Dele o teu destino, vamos escrever em dois papéis separados as palavras “culpado” e “inocente” e tu escolherás um deles e será a mão de Deus que decidirá o teu destino.

Logicamente o mau juiz havia preparado os dois papéis com o mesmo escrito CULPADO e a pobre vítima mesmo sem saber os detalhes dava-se conta que o sistema proposto era uma armadilha.

Não havia escapatória. O juiz ordenou ao homem que tomasse um dos papéis dobrados.

Este respirou fundo, ficou em silêncio por alguns segundos com os olhos fechados, e quando a sala começava a ficar impaciente, abriu os olhos e com um estranho sorriso pegou um dos papéis levou-o à boca e o engoliu rapidamente.

Surpreendidos e indignados os presentes o reprovaram sonoramente: "O que você fez? E agora? Como vamos saber o veredicto? "

"É muito simples respondeu o homem: É só ler o papel que ficou e saberemos o que dizia no que eu engoli”.

m trozidio