sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

TRAVESSEIRO MOLHADO

Depois de muito caminhar, cansado, me sentei sobre uma pedra.

Com os cotovelos apoiados nas penas, segurei a cabeça que parecia mais cansada do que nunca.
Não sei quem, mas alguém colocou sua mão sobre a minha cabeça.

Um toque confortante e seguro, quando sua voz doce e suave me questionou:

- O que está acontecendo?

Intrépido, eu não sabia o que responder.

Aquela mão afagou os meus cabelos, me trazendo uma paz já esquecida havia muito, muito tempo.

Uma emoção – aparentemente – sem precedentes emergiu de meu âmago, transbordando em lágrimas que começaram a escorrer pela minha face, quando a voz novamente se manifestou:

- Chore! Chore meu filho, você precisa chorar... – Coloque para fora toda essa tristeza...

Não sei por quanto tempo aquelas lágrimas tentaram desesperadamente aliviar um pouco a minha dor, mas sei que quando acordei o meu travesseiro estava molhado.

m trozidio

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Quem Somos...

Na realidade, somos divindades, embora encobertas, somos deuses e deusas em embrião, que se encontram dentro de nós, procuram materializar-se plenamente.

A fonte de toda a criação é a divindade (ou a alma); o processo da criação consiste na divindade em movimento (ou o espírito); e o objeto da criação consiste no universo físico (que inclui o corpo físico).

A serenidade constitui o primeiro requisito para podermos manifestar os nossos desejos, porque é na serenidade que reside a nossa ligação com o nosso verdadeiro poder, onde uma infinidade de pormenores se organiza para nós.

O julgamento representa a constante avaliação das coisas como certas ou erradas, boas ou más. Quando se está sempre julgando, avaliando, rotulando, analisando, cria-se uma imensa turbulência no nosso interior. Desperdisamos muita energia com isso, muito mais do que podemos imaginar. Então, julgar, nos trás um grande malefício.

Toda a ação gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie... aquilo que semeamos é aquilo que colhemos. E quando escolhemos ações que trazem aos outros felicidade e
sucesso, o fruto dessas atitudes será de felicidade e sucesso.

Nós somos acima de tudo sujeitos dotados da possibilidade infinita de escolher. Em todos os momentos da nossa existência, encontramo-nos naquele campo de todas as possibilidades
que nos dá acesso a uma infinidade de escolhas. Algumas dessas escolhas são feitas conscientemente e outras - na grande maioria - fazemos inconscientemente.

Quer isto lhe agrade ou não, todas as coisas que lhe acontecem no momento presente resultam das escolhas que fez no passado. infelizmente, muitos de nós fazemos escolhas das quais não temos consciência, por isso não as vemos como escolhas, e até não acreditamos que desejamos isso para nós.

É, relamente tudo é muito simples e muito complexo!

m trozidio