sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – XXII continuação...


Eis onde novamente Kant atribui mais esta noção à atividade construtivista da mente. Nada busca no fenômeno sensível, nos sons, no tato. Ainda nada contém os objetos do entendimento nem as idéias da razão; agora, nem sequer valor concede às afirmações da faculdade do juízo.

O real cai no vazio, como afirmação pura, porque os arquétipos, em função do qual um objeto se diz ajustado, não se configura senão como outras tantas construções apriorísticas. A faculdade do juízo lança por sobre a variedade dos objetos as finalidades formais, como os gêneros e as espécies. Organizando tudo, de sorte a termos a impressão que ditas coisas existem, porque se ajustam às finalidades formais, não o são contudo na ordem efetiva; é que os próprios arquétipos não se constituem em módulos de valor ontológico.

Em Platão os moldes eram absolutos e até idealidades reais em um mundo além.

Moderado, Aristóteles situou as essências na intimidade da coisa singular, atribuindo-lhe todavia uma validade ontológica absoluta, igualmente válida para todos os indivíduos.

O neoplatônico Plotino põe as idéias de Platão, agora convertidas apenas em imagens, na inteligência do Logos, que por sua vez derivava do Uno.

Tomás de Aquino aprofunda a essência absoluta de Aristóteles, combinando-a com o exemplarismo de Platão, repondo a eternidade das essências absolutas na natureza divina.

Principiou a quebra do absoluto como o voluntarismo divino de Duns Scotus, que sujeitou a índole das essências à vontade divina.

Descartes retomou o voluntarismo divino.

Conservando embora a conceituação clássica da metafísica na parte que diz respeito à essência, Kant contrariou-a integralmente no setor referente ao conteúdo da realidade.

No racionalismo de Kant, o homem tornou-se "a medida de todas as coisas" até no campo da metafísica.

Pormenorizando, prossegue mostrando que o juízo, enquanto julga os dados em função a um arquétipo geral atua dando-se a si mesmo esta lei:

"O juízo reflexionante, que tem a tarefa de ascender do particular na natureza ao geral, necessita, pois, um princípio que não pode tomar da experiência, porque este princípio justamente deve fundar a unidade de todos os princípios, igualmente empíricos, porém mais altos, e assim a possibilidade da subordinação sistemática de uns aos outros".

"O juízo reflexionante pode pois somente dar-se a si mesmo, como lei, um princípio semelhante transcendental, e não tomá-la de outra parte (pois então seria juízo determinante) nem prescrevê-lo à natureza, porque a reflexão sobre as leis da natureza rege-se segundo a natureza, e esta não se rege segundo as condições pelas quais nós tratamos de adquirir dela um conceito que, em relação a essas, é totalmente contingente".

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – XXI continuação...


O construtivismo de Kant segue para novos empreendimentos, desta vez para a criação de "idéias" (no sentido de idealismo). A faculdade do entendimento produziria "conceitos", que são parte do juízo. Entra agora em ação a faculdade da razão, primeiramente como pura, depois como prática. Ordenando os juízos em argumentos, obtém conclusões, cuja denominação técnica, que os distingue dos conceitos, é o de idéias.

Sob os fenômenos sensíveis, calcula a razão existir uma realidade; mas esta realidade é apenas uma idealidade. A idéia mais geral, neste plano é a do mundo.

Sob os fenômenos da consciência, sob o eu lógico, calcula ocorrer um eu psicológico, que também não passa de uma idealidade. A idéia mais geral neste plano subjetivo é a de alma.

Como causa total imagina-se a razão, que exista um Deus. É este, alcançado por esta via, também só uma idéia geral.

Em resumo, as idéias, mesmo as do mundo, alma e Deus, caem no vazio, adverte o mesmo Kant. Elas foram obtidas por meio de juízos igualmente formais, aprioristicos, como valor meramente "transcendental" e imanente.

Para Kant o termo "Transcendental", leva aqui o significado muito específico de "forma apriorística", de consistência meramente subjetiva.

Ora, se as peças do raciocínio são apenas de papel, não podem produzir outro material de maior consistência. O transcendental somente poderia resultar em conclusões meramente ideais; por isso, o mundo, a alma, Deus, não passam de idéias, quando resultam de um raciocínio que opera com juízos meramente formais.

Semelhantemente, as ponderações em ordem à ação prática, constroem-se sobre a esteira de apriorismos desligados da consistência real.

Observa-se, em Kant, um espírito refinadamente crítico, depois que reduziu o fenômeno à sua pura fenomenalidade. Nada extrai do fenômeno. Nada de enxergar essências e outros bichos metafísicos nas cores, nos sons, no tato, no gosto e nos perfumes. Nada de perspiciências a descobrir coisas no fundo daquilo que se apresenta.

Diante de tamanho construtivismo, a inteligência se nos afigura como fada de muitas varinhas mágicas, ora a surgirem pelos sentidos. Ora pelo entendimento, ora pela razão pura, ora razão prática.

E ainda poderá haver mais surpresas com muitas varinhas, pois nos falta ver o vai acontecer nas faculdades do juízo e do sentimento, que Kant foi descobrir em época tardia na florestas mágica do idealismo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – XX continuação...

Dá-se, pois, a construção do objeto, a partir do fenômeno mas sem nada extrair do mesmo. Exatamente porque nada extrai do fenômeno, principia a divergência com a velha filosofia aristotélica. Além de haver reduzido o fenômeno a uma inconsistência fenomenal, sem qualquer conteúdo real, não encontra mais nada nele, com que prosseguir uma construção.

Tem certa razão, o opinar de Kant. Um vez que esvaziou o fenômeno, nada contém para retirar; se o converteu em fenomenalidade, não pode conter estruturas ontológicas. Recaiu Kant nos defeitos capciosos da dúvida metódica de Descartes.

Não errou Kant ao duvidar metodicamente. Mas poderá ter errado ao ter conduzido a dúvida a separar e distinguir entre a realidade e a fenomenalidade, entre o lógico e o ontológico. Esta divisão poderá ser meramente de razão. E então, poderá a divisão inexistir como efetiva. Neste caso a solução do problema crítico seria mesmo o do realismo, afastado qualquer fenomenalismo.

Mas, uma vez usado o expediente, e postado o duvidante num plano meramente fenomenal, ou, lógico, não tem como sair deste vazio, para um plano real; seria marchar do menos para o mais, como aconteceu no realismo mediato de Descartes.

Mais coerente, Kant, depois de estabelecer que o fenômeno é apenas fenômeno, fechou-se nele. Nada poderia extrair para construir um objeto real; foi coerente na continuação, pelo menos na Crítica da razão pura.

Somente é possível combater a Kant, postando-se no plano inicial da própria dúvida metódica. Importa, então, saber se ele podia ter posto em dúvida a realidade do fenômeno, ou seja, se podia ter reduzido o fenômeno sensível a sua mera mostração.

Se, entretanto, por cálculo raciocinativo, me cogito que algo exista atrás do fenômeno, isto que ali me imagino, somente o posso admitir por mérito e risco da razão.

Mas, tudo que a razão se calcula, não tem qualquer base ontológica; não passa de uma teia imaginosa. Sem intuição inicial da realidade exterior, apresenta-se impossível qualquer metafísica do ser, ou ontologia. Parece-nos que Kant tem razão. O mesmo princípio vale em Aristóteles; este não faz metafísica só com as idéias, mas a partir de realidades sensíveis. Como o papagaio de papel, preso ao cordel, por mais que suba não se desprende a metafísica aristotélica da realidade intuída no exterior da mente; rejeita tudo quanto Platão afirma por conta da simples análise e raciocínio no plano das idéias captadas apenas no mundo da razão.

A diferença de Aristóteles para Kant é apenas a de que o macedônio acreditava no conteúdo real do fenômeno intuído, e o professor de Koenigsberg não admitia esta realidade, reduzindo a intuição sensível a uma pura mostração.

Contudo a inteligência humana constrói, diz Kant, porém com simples soma de elementos apriorísticos, portanto não extraídos do fenômeno. Eis o construtivismo kantiano em marcha.

"Mas se é verdade que todos os conhecimentos derivam da experiência, alguns há no entanto, que não têm essa origem exclusiva; poderemos admitir que o nosso conhecimento empírico seja um composto daquilo que recebemos das impressões e daquilo que a nossa faculdade cognoscitiva lhe adiciona ( estimulada somente pelas impressões dos sentidos ); aditamento que propriamente não distinguimos senão mediante uma longa prática que nos habilite a separar esses dois elementos".

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – XIX continuação...


A pergunta geral é, - se as coisas existem só na mente cognoscente, ou se existem também independente dela.

Quando chegada aos detalhes, a pergunta passa a ser, - se o real, uma vez estabelecido como uma determinação dos objetos, se efetiva apenas como atribuição subjetiva que se aplicaria aos objetos, ou se também como independente.

O clima desta questão é bem sugerido pela advertência que, de gostos e cores não se discute, - de gustibus et coloribus non est discutendum.

Já estabelecidos, pois, na definição de que o real se constitui como determinação dos objetos, prossegue a investigação indagando, se esta determinação realmente está mesmo nas coisas, como realidade independente da consciência pensante, ou se nasce de uma nossa maneira de pensar e de construir os objetos.

Talvez fossem reais as pétalas das flores, mas não aquilo que as faz serem coloridas; também seria possível que as mesmas pétalas não fossem reais, então nada mais sobraria de real. Discutindo as cores, como determinações sensíveis, não importa levantar a questão mesma da realidade do sujeito portador , porquanto poderia ser real, e contudo as cores subjetivas, como modos de se manifestar o objeto às faculdades perceptivas.

O real, como determinar os objetos na ordem material, admite um posicionamento intermediário: ainda que as coisas sejam reais, contudo o real que se lhes atribui poderia ser apenas uma atribuição subjetiva. Talvez as coisas sejam reais, sem que a matéria exista pelo lado de fora da consciência pensante.

Colocada uma vez distinção entre essência e existência, esta divisão admite as distintas perguntas sucessivas, pela realidade da essência (ou onticidade da essência) e pela realidade da existência.

Para a filosofia aristotélica e tomista ocorrem ambas as realidades, a da essência e a da existência. No caso de haver ambas as realidades, o ser estaria realmente dividido em dois princípios reais, a essência real e a existência real. Situado a matéria num e noutro plano, poderá ser considerado uma determinação real.

Mui diversamente algumas filosofias destacam de tal modo a existência, que a essência resta apenas como forma da mente ou qualquer coisa parecida.

Para o existencialismo, o ser é somente o existir; o ser se define portanto como “posição pura” de existência. A essência não passa de uma captação em separado de perspectivas da existência. Não tem, pois, a essência uma verdadeira onticidade; não passa de uma instrumentalização para tornar possível pensar as coisas que existem; a essência seria algo de posterior à existência, um como que “mundo” criado pelo ser pensante. Como real ou ideal.

A coisa é neutra quanto à essência; é neutra quanto à logicidade; e parece, a primeira vista, absurda.

A acepção exata de quem diz “realidade”, requer ser definida. Como entendemos agora o termo, algo é real quando o ocorre pelo lado exterior do círculo da consciência. Aqui a palavra consciência coincide como o próprio exercício do conhecimento; a realidade está para além do conhecimento, não se confundindo, nem com a sensação, nem com a idéia.

Admite-se distinguir entre objeto enquanto conteúdo pensado (dentro do círculo da consciência) e objeto em si ( a realidade pelo lado exterior da consciência).

Idealistas (fenomenistas, imanentistas de toda a espécie) e realistas (imediatos e mediatos) lutam e disputam já séculos sem resultados mui nítidos.

Estamos aqui em uma área na qual a perspiciência mental pouco consegue, pois os elementos para decidir não se mostram com insistência. Se defendemos uma posição realista, fazemo-lo com humildade, sabedores de que muito pouco vamos decidir. Aristóteles sempre tão cauteloso, se vivesse em nossos dias, escutando prós e contras, certamente vacilaria muito, antes de voltar a optar por sua posição.

A questão “idealismo o realismo” não pode neste instante ser tratada substancialmente, mas apenas recordada como um pressuposto que afeta o conceito definitivo do que é o real

Do ponto de vista sistemático, já foi tratado pela Metafísica do conhecimento, onde é discutida com aparato próprio.

Entretanto, aquilo que faz a realidade não está no termo de referência arquétipa; encontra-se na coisa mesma que se ergue, realizando-se a si mesma, de acordo com dito termo de concepção. Haveria tal determinação nas coisas? Ou seria apenas uma projeção mental?

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – XVIII continuação...

Continuando com as definições da filosofia conceptual...

O nominalismo nega simplesmente o universal; não haveria arquétipos universalmente válidos, servindo de modelos para a estrutura das coisas. Aquilo que parece universal e sempre válido, outra coisa não seria que uma generalização.

Nesta posição situou-se claramente Hume, para quem só há fenômenos individuais; até mesmo o princípio de causalidade não seria outra coisa que o hábito de atribuir a relação de causa e efeito aos fenômenos postos em sucessão.

No extremo oposto do nominalismo está o realismo ontológico, - radical em Platão, moderado em Aristóteles, - atribuindo validade ontológica às noções universais.

Ainda que só os indivíduos sejam reais, eles se regem por princípios válidos no mesmo plano em que se situam, independentemente de nós que os conhecemos. Não seríamos nós que os enquadraríamos dentro de esquemas de essência e os manipularíamos mediante leis de comportamento.

As validades ontológicas sobrepondo-se aos mesmo indivíduos, valem pelo lado de fora do círculo da consciência.

À meio caminho se situam os conceptualistas que não negando os universais, não lhes dão todavia validade ontológica. Em não os negando, os libertam da arbitrariedade da consciência. Para o conceptualismo os universais são formas pertencentes à estrutura do exercício de pensar; estas estruturas são todavia inalteráveis e por isso sempre com o mesmo modo de se impor.

Em sendo da construção do conhecimento, não podem, de outra parte, possuir validade ontológica. A eternidade das essências foi negada por Duns Scotus a pretexto de que limitaria a liberdade divina.

Através do tempo se destacaram diferentes espécies de conceptualismo.

O primeiro conceptualismo claro é o de Guilherme de Ockam (1295-1349), para quem os universais seriam uma eflorescência mental, sem qualquer validade efetiva senão a de serem nomes mentais como as palavras eram nomes materiais. Apenas os conceitos singulares valiam efetivamente no mundo ontológico. Quase tão radical quanto o de Ockam, aparece depois o conceptualismo de Descartes (1596-1650).

Kant (1724-1804) conduz ao máximo o conceptualismo, com os apriorismos das formas. Não seríamos capazes de pensar os fenômenos sensíveis senão mediante formas a priori, que já eram estruturas prévias havidas no espírito. Na faculdade do entendimento encontram-se os a priori que pensam as partes de que se compõem os objetos intrinsecamente. Na faculdade do Juízo (Urtheilskraft) encontram-se os a priori chamados arquétipos, termos ideais, que servem de modelo, em função dos quais as coisas se dizem perfeitas e imperfeitas, belas e feias.

Enfim aparece a chamada filosofia dos valores de Scheler, N. Hartmann e outros, que estabelecem os ditos valores como algo absolutamente, isto é, inarredavelmente válido. Porém, esta validade depende da estrutura do sujeito, não chegando a ser uma validade inteiramente objetiva. Em última instância, reduz-se esta posição ao gênero das que denominamos conceptualistas.

Nominalismo, realismo ontológico, conceptualismo, eis em síntese as posições possíveis para a interpretação dos arquétipos, quanto ao que seriam no mundo exterior ao círculo da consciência.


Se tentássemos reduzir as três em duas, deveríamos dizer que o nominalismo e o conceptualismo juntam-se no mesmo plano subjetivo, interior à consciência, para estas duas modalidades de pensar, nada haveria de ontologicamente válido, com referência aos arquétipos, para além do círculo da consciência pensante.

Uma vez que indagamos pelo válido no mundo exterior ao processo cognoscitivo, esta redução importa muito.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – XVII continuação...

A realidade subjetiva, assim é chamada por derivar de concepções que se alternam de acordo com o gral de conhecimento, com o estágio em que se encontra a nossa consciência e, principalmente o estado de espírito que nos encontramos.

Por exemplo: Uma mesma situação, pode ter efeitos diferentes numa mesma pessoa, dependendo de como está o seu estado emocional. A assimilação dessa realidade, passa por filtros psicológicos que terminam adequando, transformando qualquer situação conforme nossa conveniência.

Infelizmente é assim que enxergamos o mundo. Esta também é a principal razão que temos, para nunca afirmarmos que conhecemos a nossa realidade, as nossas vidas. Temos que lembrar sempre que essa realidade que vemos, que entendemos como realidade, é uma concepção da nossa mente.

De certo, é triste termos que assumir que tudo aquilo que jurávamos, que realmente acreditávamos como verdadeiro, não passa de uma projeção mental, cada qual com a sua, cada um interagindo com a do outro e assim sucessivamente.

Por outro lado, quando começamos a aceitar que muito pouco sabemos, até mesmo sobre a nossa realidade, nos permitimos ficar receptivos a um outro conhecimento, a um outro ângulo de visão, onde, só assim, poderemos conhecer e aceitar, definitivamente quem realmente somos.

Eu falei em aceitar quem realmente somos. Sim, porque com certeza você já ouviu ou leu, alguma coisa nesse sentido, dizendo quem realmente você é. Porém, assimilar, aceitar e passar a viver essa condição é outra coisa, é assumir que realmente você é.

Na antiguidade, os magos, considerados os senhores do conhecimento, diziam que o sofrimento maior dos homens, residia pura em simplesmente na sua capacidade de complicar tudo.

Diante de qualquer problema, tendenciosamente procuramos as alternativas mais difíceis e absurdas. Todos os sábios da nossa história concordam que o melhor caminho é e sempre foi o mais simples.

Todas as respostas que procuramos, está e sempre esteve no conteúdo do seu problema, ou seja, dentro de nós. Nos estressamos e sofremos durante tempos, tentando encontrá-la no mundo exterior. Se, diante de qualquer problema, nos sentássemos em silêncio por alguns minutos, com certeza esse silêncio nos permitiria ouvir as respostas de todos os problemas que temos.

Você não pode se esquecer de que foi você quem criou esse filme, cuja a cena atual é a de um problema. Você não pode se esquecer de que, você é o diretor desse filme, assim como o principal personagem.

Então, por que não mudar a cena seguinte para uma condição melhor?

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – XVI continuação...

Depois de muitas frases que nos faz refletir um pouco sobre o que pode ou não ser verdade, vamos pensar um pouco mais juntos, com o objetivo de chegarmos a um lugar comum.

Eu sei, não é fácil mudar radicalmente uma linha de raciocínio, mudar pensamentos forjados durante toda a nossa existência. Eu também passei por tudo isso.

Eu sei, e como sei, ser simplesmente taxado como lunático por defender idéias e teorias em relação ao pensamento coletivo, que em hipótese alguma aceita mudanças em sua linha de verdades.

Mas, cheguei em há um determinado momento em que, ou eu me manifestava ou seria condenado a viver o resto de minha vida ocultando um conhecimento que me invadiu desde criança e que, em momento algum eu procurei.

Aliás, para falar a verdade, no começo, eu tentei fugir. O fato de parecer tão absurda essa teoria, me fez logo cedo ver que eu estava sozinho. Professores, amigos, parentes, ninguém, absolutamente ninguém podia me ajudar, e o pior, começaram a achar que eu não estava bem, mentalmente.

Eu estava com 12 anos de idade. Uma criança que teve um sonho acordado sobre a realidade do mundo e que fundiu toda sua vida na busca desse entendimento.

Mais tarde, com 16 anos, tive o prazer de conhecer algumas obras de um escritor chamado Richard Bach, que me fez, pela primeira vez, não me sentir sozinho nessa caminhada. Finalmente eu descobrira no mundo uma outra pessoa que pensava como eu.

E assim sucessivamente foi acontecendo. Mais e mais escritores, estudiosos foram surgindo em minha vida, mostrando lentamente que algumas outras pessoas, também compactuavam com a minha teoria.

Amanhã falaremos mais sobre como se forma a realidade subjetiva...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – XV continuação...

Mais algumas frases para analisarmos...

“Cada homem está aonde está pela lei do seu ser. Os pensamentos que ele tem construído dentro de seu caráter fabricaram literalmente o filme que ele vive, e na organização de sua vida não existe nenhum elemento de sorte, mas tudo é o resultado de uma lei que não pode errar, você constrói o filme da sua vida”.

“Isso é tão verdade em relação àqueles que se sentem "em desarmonia" com o seu meio, como aos que estão “contentes” com ele”.

“Como um ser progressivo e em evolução, o homem está aonde ele está para que ele possa aprender, que ele pode crescer; e ao aprender a lição espiritual que cada circunstância contém para ele, ela vai embora e dá lugar a outras circunstâncias”.

“O homem é golpeado pelas circunstâncias enquanto ele pensar que é uma criatura de condições externas, de pele e osso. Mas quando ele entende que ele é um poder criativo, e que ele pode comandar o solo oculto e as sementes do seu ser, de onde as circunstâncias brotam, ele então torna-se o legítimo criador do seu filme, da sua vida”.

“A alma atrai aquilo que ela secretamente abriga; aquilo que ela ama, e também aquilo que ela teme. Assim, você passa a viver tudo isso”.

“Cada semente de pensamento semeada ou deixada cair dentro da mente, criando raiz lá, produz sua espécie, florescendo mais cedo ou mais tarde em ação, e trazendo seu próprio fruto de oportunidade e circunstância”.

“O filme externo da circunstância molda-se ao filme interno do pensamento, e condições externas agradáveis e desagradáveis são fatores que determinam o bem-estar final do indivíduo”.

“Como o ceifeiro de sua própria colheita, o homem aprende tanto pelo sofrimento como pela felicidade”.

“Um homem não vem à destituição ou prisão pela tirania do destino ou circunstância, mas pela trilha de pensamentos vis e desejos baixos”.

“E o homem, portanto, como o Senhor e mestre do pensamento, é o construtor de si próprio, o modelador e autor da grande ilusão que é a sua vida”.

“Os homens não atraem aquilo que eles querem, mas aquilo que eles são. Seus caprichos, fantasias, e ambições são frustrados a cada passo, mas os seus pensamentos e desejos mais profundos são nutridos com seu próprio alimento, quer seja ele imundo ou limpo”.

“A divindade que molda nossos destinos está dentro de nós mesmos; ela é o nosso próprio eu”.

“O homem é algemado somente por si próprio. Pensamento e ação são os carcereiros do Destino - eles aprisionam, sendo mesquinhos. Eles também são os anjos da Liberdade - eles libertam, sendo nobres. Não o que ele deseja e pede em oração, é o que o homem consegue, mas aquilo que ele justamente merece”.

“Seus desejos e orações são somente gratificados e respondidos quando eles se harmonizam com seus pensamentos e ações”.

“Isso significa que um homem está continuamente se revoltando contra um efeito exterior, enquanto o tempo inteiro ele está nutrindo e preservando sua causa dentro de seu coração”.

“Essa causa pode tomar a forma de um vício consciente ou uma fraqueza inconsciente; mas seja lá o que for, obstinadamente retarda os esforços de seu portador, e assim clama bem alto por um remédio”.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – XIV continuação...

Vamos analisar algumas frases de estudiosos...

"Como um homem pensa em seu coração assim ele é".

“Um homem vive literalmente o filme construído pelos seus pensamentos”.

“Assim como a planta brota, e não poderia existir sem a semente, da mesma forma cada experiência que vivemos, brota das sementes ocultas do pensamento”.

“A experiência vivida é o florescer do pensamento, e, alegria e sofrimento são seus frutos; deste modo um homem experimenta o fruto doce ou amargo de sua própria seara”.

“O homem é uma projeção Divina, e não uma criação por acaso, seus poderes são inimagináveis, sua vida, sua experiência, depende quase que exclusivamente dos seus pensamentos.”

“O homem é feito ou desfeito por si mesmo; ele escreve, dirige e vive o seu próprio filme, forjando as armas com as quais destrói a si próprio. Ou, então, criando as ferramentas com as quais constrói uma experiência digna, rica e feliz, se assim o seu coração desejar.”

“Através de uma linha correta de pensamento, o homem ascende à Divina Perfeição; já o inverso torna-se verdadeiro, a aplicação incorreta do pensamento, o arremete a estados calamitosos, como infelizmente estamos habituados a ver em nosso cotidiano”.

“Definitivamente: O homem é o seu criador e o seu mestre”.

“O homem é o mestre do pensamento, o modelador do caráter, construtor e forjador da condição, ambiente, e destino”.

“Como um ser de Poder, Inteligência, e Amor, e o senhor de seus próprios pensamentos, o homem possui a chave para cada situação, e carrega dentro de si o poder de criar a sua própria vida, transformá-la, regenerá-la, ele faz de si próprio o que ele deseja”.

“O homem é sempre o seu próprio criador, mesmo em seu estado mais fraco e abandonado; mas em sua fraqueza e degradação ele é o criador que destrói a sua própria casa."

“Quando ele começa a refletir sobre sua condição, e a procurar diligentemente pela sua condição de criador, o seu ser está estabelecido, ele então torna-se o criador sábio, dirigindo suas energias com inteligência, construindo uma experiência de vida digna, feliz e realizadora”.

“Tal é o criador consciente, e o homem pode somente assim se tornar descobrindo dentro de si mesmo que os seus pensamentos forjam a sua existência”.

“A mente de um homem pode ser comparada a um jardim, que pode ser inteligentemente cultivado ou deixado crescer abandonado; mas se cultivado ou negligenciado, ele deve, e irá, produzir”.

“Se sementes úteis não forem colocadas dentro dele, então uma abundância de sementes inúteis de ervas daninhas irão cair ali dentro, e continuarão a produzir sua espécie”.

“Assim como um jardineiro cultiva seu canteiro, mantendo-o livre de ervas daninhas, e plantando as flores e frutos que ele deseja, igualmente pode um homem cultivar o jardim de sua mente, arrancando e jogando fora todos os pensamentos errados, inúteis, e impuros. Cultivando com perfeição as flores e frutos de pensamentos retos, úteis, e puros que formaram o belo filme da sua vida”.

“Através deste processo, mais cedo ou mais tarde, um homem descobre que ele é o jardineiro-mestre, o produtor, o diretor do filme da sua vida”.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – XIII continuação...

Praticamente todas as religiões ocidentais, embora tenham fortes divergências com as orientais até aqui analisadas, convergem entre si na questão relacionada com a vida eterna onde, o importante, o verdadeiro objetivo está diretamente relacionado com a vida eterna, ou seja, a vida depois desta que conhecemos como vida.

O catolicismo, o protestantismo, o evangelismo, defendem juntas que, estamos aqui nesse meio, nessa existência, com a finalidade de nos prepararmos, nos purificarmos e nos desenvolvermos para a verdadeira vida – que eles pregam – para que possamos conquistar o paraíso na vida eterna.

Assim, podemos dizer que todas essas religiões, tem em comum a crença de que essa vida que experimentamos, não é a verdadeira vida. Nesse ponto, podemos ver a primeira coincidência com as teorias do CONCEPTUALISMO, ou seja, essa realidade que acreditamos existir, não passa de uma fase, de apenas uma passagem por esse espaço de tempo.

Nas várias bíblias das religiões ocidentais, uma citação comum é de que estamos constantemente vulneráveis as ilusões que este mundo, que esta realidade nos impõe. Essas ilusões tendem a nos arremeter ao chamado pecado. Assim, toda a nossa existência passa a ser baseada no controle dessas ilusões, Você pode perceber que a palavra ILUSÃO passa a ser comum nos dois segmentos.

Embora essas religiões ocidentais não admitem diretamente que tudo se trata de uma grande ILUSÃO, todas se posicionam em defender essa questão. “Vivemos nesse mundo uma grande ilusão, a verdadeira vida é a vida eterna”.

Porém, dentro do CONCEPTUALISMO, embora concordamos que a “a verdadeira vida é a vida eterna”, acreditamos irrefutavelmente que a vida eterna é aqui e agora. É evidente que não da forma como aprendemos a vê-la, mas sim, como verdadeiras entidades divinas e imortais que somos, vivendo essa grande ILUSÃO que nos ensinaram a chamar de realidade.

É exatamente por isso que você é e vive perfeitamente os pensamentos que predominam em sua mente. Você constrói, dia-a-dia, minuto a minuto esse grande filme que ainda acreditamos ser a realidade da nossa vida.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – XII continuação...

Assim como no Budismo, verificamos que a Seicho-No-Ie também nos oferece uma série de evidências sobre a realidade, o mundo paralelo que nós criamos e passamos a acreditar como sendo verdadeiro.

Vamos analisar as seguintes afirmações:

"Não existe matéria, como não existem doenças: quem criou tudo isso foi o coração... Segue-se disso que a doença pode ser curada com o coração...".

Estas fráses são incisiva:

“NÃO EXISTE MATÉRIA”. Aqui, não se trata apenas uma questão de interpretação. As palavras são simples, objetivas e diretas.

“COMO NÃO EXISTEM DOENÇAS”. Portanto, fica fácil deduzir que se não há matéria, mas imaginamos uma, está imaginação está suceptivel a doenças, que também inventamos.

“QUEM CRIOU TUDO ISSO FOI O CORAÇÃO”. O coração aqui se refere a nossa mente, a nossa consciência, àquela adquirida por Adão que iniciou o processo de criação deste mundo que acreditamos conhecer, desse mundo que temos construido de geração à geração.

“SEGUE-SE DISSO QUE A DOENÇA PODE SER CURADA COM O CORAÇÃO...”. Se, na verdade tudo não passa de uma imaginação, qualquer doença pode ser curada. Aqui conseguimos entender os grandes milagres relacionados a curas inexplicáveis.

“NÃO EXISTE MATÉRIA, MAS EXISTE A SUA REALIDADE”.
Mais uma vez, fica notórea a condição que cada um de nós criamos a nossa própria realidade, o que não significa que seja a VERDADEIRA REALIDADE.

“VOCÊ É A REALIDADE, VOCÊ É BUDA, VOCÊ É CRISTO, VOCÊ É INFINITO E INESGOTÁVEL”. Aqui, o posicionamento nos força a lembrar da nossa verdadeira origem. Todos somos nós fragmentos de um único Criador. A Sua excência existe dentro de caba objeto de Sua criação. Somos todos espíritos experimentando uma experiência de vida, que aprendemos a conceituá-la como realidade, como se fosse um mundo real. A colocação de que somos seres INFINITOS E INESCOTÁVEIS, vem corroborar com a magnitude do nosso ser, maior que qualquer coisa material que possamos construir com a ajuda da nossa pobre imaginação.

"TUDO É PROJEÇÃO DA MENTE, OS FATOS BONS OU RUÍNS, DEPENDEM EXCLUSIVAMENTE DE NOSSA ATITUDE MENTAL”. Os criadores do livro e concequentemente do filme o SEGREDO, aproveitaram essa maxima do conhecimento transcendental, para reafirmarem uma antiga crença. Porém, a grande diferença reside na concepção final da teoria. Lá, eles acreditam construir a relaidade de acordo como a atitude mental correta. Já em nossos estudos, como não existe o mundo real – ou pelo menos como o concebemos – construímos sim, um novo padrão de vida, ou seja, passamos a viver um novo padrão imaginativo.

“O HOMEM É UM FRAGMENTO DE DEUS; TUDO QUE ACONTECE AO NOSSO REDOR É UMA PROJEÇÃO, UM REFLEXO DA SUA MENTE”. Pouco temos a acrescentar quanto a essa afirmação. Por sí, ela expressa perfeitamente as bases do CONCEPTUALISMO. Tudo que acontece ao seu redor é uma PROJEÇÃO – lembram-se o comparativo da vida com o filme? – pois aí está novamente mais uma afirmação. Um reflexo da sua mente, o homem é exatamente o que ele imagina e sente ser. Essa imaginação é ele quem cria e vive pelnamente essa projeção, como se fosse a realidade.

Amanhã continuaremos com outras sitações, de outras religiões...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – XI continuação...

Vamos ver o que outras religiões tem em comum com o CONCEPTUALISMO.

A Seicho-No-Ie (Lar do Progredir Infinito, numa tradução livre) surgiu em fins de 1929, mas oficialmente sua fundação se deu no dia 1.º de março de 1930, data da publicação do 1.º número da revista Seicho-No-Ie. Seu fundador, Dr. Masaharu Taniguchi, fora um jovem ávido por conhecer a Verdade, a Verdade que liberta, conforme o ensinamento de Jesus Cristo.

Na época, o Japão passava por grandes problemas: em 1.º de setembro de 1929 ocorrera o Grande Terremoto de Kantô, que atingiu duramente a principal ilha do arquipélago japonês, Kyushu; e o Crack da Bolsa de Nova York, que afetou a vida financeira de um Japão que começava a se industrializar. Pessoalmente, o Dr. Taniguchi estava recém-casado, com uma filha pequena e sofrendo de tuberculose.

Dada sua formação religiosa, tendo estudado diversas religiões, entre elas a Oomoto e a Ittoen, o Dr. Taniguchi foi buscar na espiritualidade a resposta para os sofrimentos pelos quais passava e, por extensão, toda a humanidade. Ao orar no Templo de Sumiyoshi, recebeu a primeira de uma série de Revelações Divinas, as quais nortearam o jovem Masaharu na condução de sua vida.

Acredita-se ser o princípio da manifestação da vida, o caminho do progredir infinito e acredita-se também “ser imortal a Vida” que se aloja dentro de cada indivíduo.

Entretanto, vemos pessoas cometendo atrocidades, adoecendo e morrendo. Como isso ocorre? Pela projeção de imagens (pensamentos) errôneos, que acreditam na existência de coisas inexistentes, i. e., que não foram criadas por Deus.

A Seicho-No-Ie não admite a existência do mal, uma vez que Deus é bem, é amor, e não poderia criar algo que se contrapusesse a Ele. Se isso acontecesse, Deus não seria um Ser perfeito e onipotente, mas sim um Ser contraditório e imperfeito.

Vejam alguns fundamentos da Seicho-No-Ie:

"Não existe matéria, como não existem doenças: quem criou tudo isso foi o coração... Segue-se disso que a doença pode ser curada com o coração...".

“Não existe matéria, mas existe a sua realidade”.

“Você é realidade, você é Buda, você é Cristo, você é infinito e inesgotável”.

"Tudo é projeção da Mente, os fatos bons ou ruins, dependem exclusivamente da nossa atitude mental".

“O homem é um frgmento de Deus; Tudo o que acontece ao nosso redor é uma projeção, um reflexo de nossa mente”.

Amanhã analisaremos todos esses ítens...

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – X continuação...

Os ensinamentos de Buddha...

A verdade diz: "Não existe mente”, então que tipo de estado você está buscando?

Isto é difícil de se entender. Pessoas vivem dizem: "Gostaríamos de alcançar um estado silencioso de mente".

Elas pensam que a mente pode ser silenciada; a mente nunca pode ser silenciada. Mente significa a confusão, o problema, a doença; mente significa a tensão, o estado de angústia. A mente não pode ficar em silêncio; quando há silêncio, não há mente.

Quando o silêncio vem, a mente desaparece; quando a mente está lá, o silêncio não mais está. Então não pode haver mente silenciosa, assim como não pode haver doença saudável. É possível haver uma doença saudável? Quando há saúde, a doença desaparece. O silêncio é a saúde profunda; a mente é a doença profunda, o distúrbio profundo.

Buddha chamou o seu discípulo predileto, deu a ele uma flor e disse “Aqui entrego-te a chave”. O que é a chave? Silêncio e riso são a chave - silêncio por dentro, riso por fora. E quando o riso vem do silêncio, ele não é deste mundo, ele é divino, ele é do mundo verdadeiro.

Quando o riso vem do pensamento ele não é real; ele pertence a este imaginário espaço, ele não é cósmico. Então você está rindo de alguém, a custo de alguém e isso é feio e violento. Quando o riso vem do silêncio, da verdadeira consciência, você não está rindo a custo de ninguém, você está simplesmente rindo de toda a beleza do mundo real.

E qual é esse mundo real? - Perguntou o discípulo.

- É o verdadeiro mundo onde dentro de você está tudo. Mas no seu mundo imaginário, você vive procurando por todos os lugares.

- É o mundo onde você é um rei. Mas no seu mundo imaginário, você fica atuando como um mendigo nas ruas, não apenas atuando, não apenas enganando os outros, mas fingindo que é um mendigo pra você mesmo.

- É o mundo onde você tem o recurso de todo o conhecimento a seu dispor. Mas no seu mundo imaginário, você fica fazendo perguntas; você tem o eu sábio e pensa que é ignorante.

- É o mundo onde você tem a imortalidade dentro de você. Mas no seu mundo imaginário, você tem medo e pavor da morte e da doença.

Amanhã continuamos...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – IX continuação...

Para podermos entender o CONCEPTUALISMO, faz-se necessário acessar a concepção verdadeira, o mundo verdadeiro, não este que sempre acreditamos ser.

Todos os julgamentos que fazemos, sobre nós sobre o universo e sobre a própria vida, tem como base todas as informações que acumulamos durante nossa existência. Usamos, em outras palavras, o nosso intelecto.

O grande problema, é que esse intelecto, foi formado com informações erradas, passadas durante as gerações que se seguiram, onde ainda podemos dizer que somos seres que, para explicar a própria existência, temos que fazer uso da mitologia.

Sim, a velha e equivocada mitologia, onde sempre achamos uma explicação para tudo o que não entendemos. No céu existe o trovão, por que o deus Thor, vê-se furioso e bate com o seu poderoso martelo. O mar, quando revolto, deve-se ao descontentamento – por algum motivo – do deus Netuno e assim sucessivamente...

Embora a ciência tenha evoluído, ainda assim, as suas bases, a sua raiz, está diretamente relacionada única e simplesmente ao meio. Onde observações são feitas e concluídas sobre os nossos sentidos – todos falhos.

Para podermos enxergar o CONCEPTUALISMO é necessário ver, observar e sentir, sem esses dogmas impostos pela sociedade durante séculos, e que, o pior, tornaram-se verdades para todos nós.

Na filosofia Budista, eu disse “filosofia” e não na religião Budista, nos é ensinado o valor do silêncio da mente. Em outras palavras, é parar de ver, analisar e sentir, com essas mesmas bases que fomos exaustivamente controlados e induzidos no caminho do pensamento do raciocínio.

Somente quando você deixa de pensar com esse banco de dados imposto pelo meio, é que se pode dizer que você começa a ter acesso ao verdadeiro conhecimento, à verdadeira realidade.

Vamos então entrar um pouco na “FILOSOFIA” Budista para entendermos o que é esse silêncio, e os conflitos que a mente causa em todos nós. Amanhã começaremos o exercício de ver, de se enxergar e conceber sem os famosos filtros, que construímos com a ajuda milenar do conhecimento limitado.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Conceptualismo – O Segredo de Deus – VIII continuação...

Depois de falarmos sobre o paralelo entre o sonho e a realidade, podemos continuar com os nossos estudos sobre “os pensamentos que acabam se tornando isso que nos ensinaram a ver como realidade”.

"O Homem é o Que Ele Pensa". Quando Emerson disso isso, depois de muita controversia, aos poucos o mundo foi entendendo e aceitando melhor. Na verdade, do ponto de vista do pensamento coletivo, ele estava e continua certo em sua afirmação.

Diríamos que esse posicionamento filosófico esta quase que completo. A diferença, no entanto, reside exatamente no que chamamos e de como vemos essa realidade. De fato, todos vivemos exatamente os pensamentos que predominam em nossa mente.

Uma idéia, capaz de gerar imagens, pensamentos, sentimentos... tende a se tornar o padrão de nossas vidas. Mas, esse padrão, não quer dizer que seja a realidade. Esse padrão de vida, torna-se sim a linha de fatos e acontecimentos que passaremos a experimentar.

Pode não parecer muito claro de início, mas com o decorrer dos estudos, poderemos entender a dinâmica existente entre a imaginação, o sonho e àquilo que aprendemos a conceituar como realidade.

Temos uma linha de estudos voltada totalmente para essa força do pensamento onde eles, realmente criam aquilo que conhecemos como realidade. Assim, seguindo esse caminho muito percorrido por vários pensadores, poderemos entender até onde essa filosofia pode nos beneficiar.

É bom lembrar sempre, que o verdadeiro filósofo deve estar sempre aberto a qualquer tipo de conhecimento, sem preconceitos e sem pré-concepção. Somente aceitando que muito pouco sabemos, é que podemos ampliar a nossa consciência.

E, quando me refiro a consciência, não se trata dessa formada pelo nosso intelecto, ou seja, formada pelas informações que nos foram passadas de geração em geração. Assim como existe uma outra realidade que até aqui desconhecemos, também existe uma outra consciência, muito, muito longe do que pré-julgamos possuir.