O destino não bate à sua porta ...
Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026
Há uma ideia bastante confortável
— e ao mesmo tempo enganosa — de que o destino um dia baterá à nossa porta.
Como se ele soubesse nosso endereço, tocasse a campainha e nos chamasse pelo
nome. Mas a vida, silenciosamente, vai nos mostrando outra coisa: o destino não
costuma fazer visitas.
Ele quase nunca chega anunciado,
nem se apresenta com clareza. Não vem com tapete vermelho, nem com sinais
evidentes. Na maior parte das vezes, está escondido, esperando ser percebido.
Às vezes, o destino aparece
disfarçado de decisão inesperada, daquelas que nos arrancam do lugar conhecido.
Em outras, surge como uma oportunidade simples, quase banal, mas que exige
coragem para ser aceita. Há também momentos em que ele se manifesta num
encontro casual, numa conversa sem pretensão, numa esquina qualquer que muda
tudo.
Com o tempo, aprendemos algo
essencial: o destino não é algo que simplesmente nos acontece. Ele é
construído. A vida não recompensa a espera passiva. Ela pede movimento,
presença, escolha.
É preciso sair de casa — por
dentro e por fora. É preciso virar a esquina, arriscar o passo seguinte,
abrir-se ao que ainda não é claro. As possibilidades não se revelam a quem
espera, mas a quem caminha.
No fundo, a verdadeira jornada
não é aguardar que o destino nos encontre. É ir ao encontro dele. O futuro não
nos cai no colo. Ele se constrói na ação, na curiosidade e na disposição de
seguir adiante, mesmo sem todas as respostas.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar
precisando."
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