Mesmo que você não acredite, você é o seu maior inimigo ...


Terça-feira, 06 de janeiro de 2026

Ao longo do tempo, cheguei a uma compreensão difícil de aceitar, mas profundamente libertadora: muitas das dores que carrego nascem em mim mesmo.

Os conflitos que enfrento não surgem do acaso nem apenas das circunstâncias externas. Eles são, em quase sua totalidade, reflexos da minha forma de pensar, sentir e agir.

Percebi também algo ainda mais desconfortável: não só crio esses conflitos, como acabo me confundindo com eles. Repito padrões, entro nos mesmos labirintos e giro em círculos, como se estivesse preso a uma história que insiste em se repetir.

Essa descoberta, à primeira vista, desanima. Afinal, se o problema está em mim, não há salvadores, atalhos nem milagres. Mas é justamente aí que mora a possibilidade de mudança.

Quando não espero mais que algo externo me resgate, começo a assumir a responsabilidade pela minha própria transformação.

Continuar vivendo do mesmo modo, pensando da mesma forma e esperando resultados diferentes é fechar os olhos para a realidade. A mudança exige coragem: coragem de olhar para dentro, questionar velhas crenças e rever atitudes.

Quando esse movimento acontece, algo se desloca. A guerra interna começa a perder força, os conflitos começam a se dissolver e, pouco a pouco, a paz encontra espaço para existir. Não como um prêmio final, mas como consequência natural de uma vida mais consciente e verdadeira.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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