Honrar o tempo é honrar a vida ...
Sábado, 03
de janeiro de 2026
Talvez a
maior perda da vida — e também a mais dolorosa — seja aquela causada por nós
mesmos. Não por tragédias ou grandes acidentes, mas pelo descuido cotidiano com
a própria existência. É o tempo que escapa devagar, não porque faltou
oportunidade, mas porque faltou presença.
Quando
olhamos para a vida com mais honestidade, percebemos algo incômodo: grande
parte dos nossos dias é consumida por obrigações que não nos nutrem ou, pior
ainda, pela paralisia hipnótica das redes sociais que tendem em aumentar da
nossa desconexão com nós mesmos. Vivemos ocupados ou vazios, raramente
inteiros.
Há ainda o
tempo desperdiçado com aquilo que sabemos, no fundo, que não deveríamos estar
fazendo. Distrações sem fim, adiamentos constantes, escolhas automáticas.
Enquanto isso, a vida acontece — sem que estejamos realmente nela.
Perceber
esse ciclo é um chamado ao despertar. Afinal, a única coisa que verdadeiramente
nos pertence é o tempo. A cada dia vivido, algo em nós se vai. Não como ameaça,
mas como lembrança: cada minuto importa.
Valorizar o
tempo não nasce do medo da morte, mas da consciência de que morremos um pouco
todos os dias. Quando aceitamos isso, passamos a olhar nossas ações com mais
cuidado, nossas escolhas com mais respeito. Só assim o tempo deixa de ser
apenas gasto — e passa a ser honrado.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar
precisando."
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