O falso eu e a mente condicionada ...
Domingo, 21 de dezembro de 2025
Quando nos identificamos demais com a mente
condicionada, criamos um falso eu. Trata-se de uma estrutura mental que
nos leva a acreditar que somos aquilo com que nos associamos. Essa
identificação se sustenta em dois pilares: o conteúdo e a estrutura.
O conteúdo é aquilo com que nos
identificamos: um bem material, como um carro ou uma casa, ou algo imaterial,
como o sofrimento, uma sensação de incapacidade ou até conquistas do passado.
Mas o ponto mais importante não está no conteúdo em si. Está na estrutura — a
necessidade inconsciente de usar esse conteúdo para afirmar quem acreditamos
ser.
A dor da perda deixa isso claro. O sofrimento
não vem exatamente do que foi perdido, mas da ideia de “meu”. É o apego que
dói, não o objeto. Isso revela que a raiz do problema não está fora, mas na
identificação.
É quando confundimos o objeto com o nosso
próprio eu. É quando tentamos nos encontrar nas coisas — e, nesse movimento,
acabamos nos perdendo.
O marketing conhece bem essa fragilidade. Ela
vende produtos como símbolos de identidade, fazendo acreditar que possuir algo
nos torna mais importantes ou completos. Como essa promessa nunca se cumpre de
fato, a satisfação é breve, e o consumo se repete sem fim.
O problema não está em ter conforto ou coisas
boas. O problema surge quando usamos essas coisas para definir quem somos. A
verdadeira apreciação do mundo material só acontece quando deixamos de usá-lo
como ferramenta de afirmação do ego.
"Se essa mensagem tocou você,
compartilhe com quem pode estar precisando."
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