O conflito invisível entre o “eu” e a vida ...
A vida é diversa, múltipla, cheia de nuances.
E talvez esteja aí a sua beleza. Até o sofrimento, que todos conhecemos, não é
igual para ninguém. Cada pessoa sofre à sua maneira. Ainda assim, existe algo
que se repete: grande parte do sofrimento nasce da recusa em aceitar a
realidade como ela é.
Criamos, dentro de nós, uma ideia fixa de
como tudo deveria ser. Como as pessoas deveriam agir. Como o mundo deveria
funcionar. Como nós mesmos deveríamos ser.
Pensamos:
“Eu
deveria ser diferente.”
“O outro tinha que agir assim comigo.”
“A vida precisava me dar mais do que tenho.”
“Se fosse de outro jeito, eu seria mais feliz.”
O problema é que a vida não obedece aos
nossos planos. E quando isso acontece, entramos em conflito. Brigamos com o
mundo, com as pessoas e, no fundo, conosco mesmos. A frustração cresce e a
infelicidade passa a ocupar o centro da nossa experiência.
Esse conflito nasce de um “eu” fechado,
egocêntrico, que se coloca como medida de todas as coisas. Um “eu” que espera
que a realidade se ajuste às suas expectativas. Esse “eu” sofre porque não
aceita aprender, amadurecer e conviver com o que é.
Enquanto insistirmos em lutar contra a
realidade, o sofrimento será inevitável. Aceitar não é se conformar, mas
enxergar com clareza. E só a partir dessa clareza algo verdadeiro pode mudar.
"Se
essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
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