O paradoxo do esforço e a alegria do caminho ...
É um clichê, mas pensemos um pouco: nós somos
parte da Natureza. E a Natureza não "tenta"; ela simplesmente age, de
forma fluida e natural. Uma semente não se esforça para virar árvore,
ela apenas segue o seu ciclo.
Curiosamente, nós, que somos essa mesma
natureza em forma humana, nos perdemos no paradoxo do esforço. Quando queremos
realizar algo – seja aprender uma nova habilidade, mudar um hábito ou alcançar
um grande objetivo – caímos na armadilha de focar apenas no resultado final.
Nos dedicamos, sim, mas com a mente presa à
linha de chegada. Isso gera ansiedade, frustração e a sensação de que
"tentar" é sempre uma batalha árdua. O esforço vira peso.
E se o segredo estivesse em algo muito mais
simples?
O que esquecemos é que a nossa realização e o
prazer verdadeiro não estão no pódio, mas sim no percurso. É no dia a dia da
ação, no pequeno progresso, na experiência de fazer que reside a nossa
natureza.
Quando mudamos o foco do alvo para o arco
e a flecha, algo mágico acontece. O esforço se dissolve. Passamos a agir
com a mesma naturalidade da semente: atentos ao processo, aprendendo a cada
passo, e encontrando a satisfação não em ter alcançado, mas em estar
caminhando.
O seu objetivo final é importante, claro. Mas
não deixe que ele roube a alegria do seu presente. Aja com o coração no
caminho, e a meta será uma consequência natural, não uma obsessão desgastante.
"Se
essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

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