O perigo oculto da esperança: entre a virtude e a frustração …
A "esperança" é frequentemente vendida como um bálsamo universal, um motor inabalável que nos impede de sucumbir. Os gurus de autoajuda e influenciadores religiosos a elevam a um pilar essencial da vida, quase uma obrigação moral. Mas, e se esta virtude amplamente celebrada estivesse perigosamente próxima de se tornar o limiar da maior das frustrações?
É essa consciência que raramente é debatida – afinal, um seguidor consciente questiona, e isso não é interessante para quem lucra com a fé cega.
O grande perigo reside na esperança passiva: a que nos paralisa. É aquela que nos faz cruzar os braços, transferindo a responsabilidade da mudança para um futuro idealizado ou uma intervenção divina. "Espero que algo mude" é o oposto de "vou agir para mudar".
Quando a esperança é puramente um desejo sem o lastro da ação, ela se torna um castelo de cartas. A queda é inevitável e, por ter sido nutrida com tanta intensidade, a dor da desilusão é proporcionalmente devastadora.
A verdadeira força não está em esperar, mas em agir a despeito da incerteza. A consciência de que a vida é feita de esforço, e não apenas de expectativa, é o que nos liberta da tirania da esperança ingênua. Sejamos cautelosos. A esperança sem ação é uma aposta arriscada na sorte – e o guru não estará lá para pagar a conta da frustração.
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