O medo do futuro...


Segunda-feira, 18 de agosto de 2025

O medo do futuro é, muitas vezes, o reflexo de uma alma que ainda não integrou suas sombras. Jung nos ensina que aquilo que evitamos no inconsciente retorna como destino. O futuro, então, torna-se ameaçador quando projetamos nele os aspectos não reconhecidos de nós mesmos — nossas inseguranças, desejos reprimidos, e feridas não curadas.

Esse medo não é sinal de fraqueza, mas um convite à individuação: o processo de tornar-se quem se é. Ao confrontar o desconhecido dentro de nós, começamos a enxergar o futuro não como um abismo, mas como um campo fértil de possibilidades. A ansiedade que sentimos é o grito da psique pedindo transformação.

Jung acreditava que a alma tem um movimento natural em direção à totalidade. O futuro, por mais incerto que seja, é parte desse movimento. Encará-lo exige coragem, mas também confiança na sabedoria interior. Quando nos conectamos com o Self — o centro organizador da psique — encontramos um eixo firme em meio ao caos.

O medo do futuro, então, pode ser transmutado em força criativa. Pois é no desconhecido que mora o potencial de sermos mais inteiros, mais autênticos, mais humanos.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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