A postura do observador: um convite a liberdade interior...


Segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Em meio à agitação da vida moderna, nossos pensamentos, emoções e desejos parecem ser a nossa própria essência.

Sentimos medo e acreditamos que somos o medo. Sentimos ansiedade e nos tornamos a ansiedade. Ficamos presos a um roteiro interno, onde a cada novo sentimento ou pensamento, nos identificamos e nos fundimos com ele.

Mas e se houvesse uma forma de nos libertarmos dessa identificação?

A Postura do Observador” é a chave para essa libertação. Ela é um convite para nos descolarmos do nosso mundo interno e, em vez de sermos os atores principais, nos tornarmos a plateia.

O que é ser o Observador?

Ser o observador não significa reprimir ou ignorar o que sentimos. Pelo contrário. É permitir que tudo venha à tona — a alegria, a tristeza, o medo, a raiva — mas sem nos perdermos em cada uma dessas experiências.

É como assistir a um filme. Você vê a história se desenrolar, acompanha os personagens e as reviravoltas, mas sabe que não faz parte da tela. Você não é o protagonista em crise, nem o vilão. Você é a consciência que testemunha a cena, que vê tudo isso acontecer.

Quando adotamos essa postura, começamos a ver nossos medos, pensamentos e desejos de uma nova perspectiva. Eles não são mais a nossa identidade, mas sim apenas conteúdos que surgem na nossa consciência. Você percebe que:

- Não somos nossos pensamentos. Eles vêm e vão, como nuvens no céu. Você é o céu imutável que os abriga, mas não é a nuvem.

- Não somos nossos medos. O medo é apenas uma sensação, uma reação, que pode ser sentida sem que você se torne refém dela.

- Não somos nossos anseios. O desejo é uma energia que surge e se dissipa, mas a sua essência permanece intacta, imperturbável.

 

Praticando a Observação

Para cultivar essa postura, sente-se em silêncio e simplesmente observe a sua respiração, você treina a mente a se tornar um observador.

Quando um pensamento surgir, em vez de se prender a ele, lembre-se de que agora você é apenas um observador, você o reconhece e gentilmente o deixa ir voltando sua atenção para a respiração.

No dia a dia, você pode aplicar a mesma técnica: quando sentir uma emoção forte ou um pensamento insistente, pare por um momento e pergunte-se:

"Quem está sentindo isso?" ou "Quem está pensando isso?".

Essa simples pergunta cria um pequeno espaço de distanciamento, um espaço onde a sua verdadeira natureza — a pura consciência — pode emergir.

Adotar a Postura do Observador é um caminho para o autoconhecimento profundo. É a jornada que nos leva a perceber que, por trás da agitação da mente e do turbilhão das emoções, reside uma calma e um silêncio interior.

Somos, em nossa essência, a pura Consciência que apenas testemunha a grande peça da vida. E nessa percepção, encontramos a verdadeira liberdade.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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