Autossabotagem, um estudo mais completo ...

 

Sábado, 19 de julho de 2025

A autossabotagem não é um defeito, mas uma linguagem do inconsciente para proteger de dores passadas. Essa proteção, paradoxalmente, pode prender a pessoa em padrões que a machucam, impedindo-a de alcançar seus desejos, como amar, prosperar ou se libertar.

A raiz da autossabotagem, muitas vezes invisível, começa quando a pessoa internaliza a necessidade de se adaptar para ser aceita, de ser perfeita para ser amada ou de se silenciar para não incomodar. Isso cria uma lealdade inconsciente à dor que a formou, fazendo com que ser feliz de verdade soe como traição ao antigo "código de sobrevivência".

Não devemos brigar com a autossabotagem, mas sim traduzi-la, pois ela guarda códigos do que ainda não foi acolhido. Ela é o grito de uma parte da pessoa que está "congelada no tempo", ativando um alarme para evitar sentir a dor novamente.

A autossabotagem nos protege de um perigo que já passou, mas que ainda vive como se fosse presente. A solução é parar de lutar e começar a conversar com ela, entendendo o que o medo tenta dizer. Ao fazer isso, a autossabotagem perde força, pois a pessoa adquire estrutura para acolher a dor.

A verdadeira transformação não ocorre apenas no entendimento mental, mas na integração com o corpo, pois a sabotagem vive na frequência e vibração emocional. A pergunta "O que essa parte de mim está tentando me proteger de sentir?" muda tudo, pois acolhe em vez de julgar, abrindo espaço para a transformação vibracional.

A autossabotagem se camufla em comportamentos como procrastinação (medo de ser visto), perfeccionismo (medo de errar e ser rejeitado) ou responsabilidade excessiva (evitar olhar para si). A desconexão da essência é uma raiz profunda, onde tudo se torna esforço e cobrança. Ao voltar para si e confiar na própria vibração, a vida se move de forma diferente.

Outros pontos importantes que incluem a autossabotagem:

Medo de dar certo: Há um medo oculto de que a felicidade não dure, levando a pessoa a criar situações onde o fracasso parece mais confortável que o sucesso.

Pacto com o medo da dor: A autossabotagem é um pacto com o medo da dor, onde a pessoa aprendeu que só pode receber depois de sofrer ou que só merece descansar após se exaurir.

Trauma de receber: Muitas pessoas se sabotam por um trauma vibracional de receber, associando prazer a risco, amor a perda e abundância a escassez. É preciso reaprender a receber, com pequenas práticas de permissão.

Medo do silêncio: A autossabotagem se manifesta como distração, evitando o silêncio interno onde se encontra a verdade e o que se evita sentir.

Comparação: Medir a própria jornada pela régua do outro, cria uma vibração de escassez e inadequação, afastando a pessoa de seu próprio ritmo e autenticidade.

Sabotagem espiritual: Disfarçada de busca por evolução, essa sabotagem faz a pessoa acreditar que precisa estar sempre em alta vibração e perfeita, negando sua humanidade e vulnerabilidade.

Autoabandono: A raiz mais profunda da sabotagem, onde a pessoa se anula para pertencer ou ser aceita, transformando esse hábito em uma identidade de autoabandono.

Dor ancestral: A autossabotagem pode ser um código antigo herdado, onde a pessoa se mantém pequena em honra à dor de quem veio antes. A felicidade, nesse caso, é uma reparação e não uma traição.

Confiança no tempo divino: A pressa e a tentativa de controlar o tempo são formas de sabotagem, pois o universo não nega o que se deseja, mas entrega quando a pessoa está vibracionalmente preparada para sustentar e não apenas ter.

Identidade vibracional: A pessoa não recebe o que deseja, mas o que acredita ser capaz de sustentar. A autossabotagem surge quando a nova realidade desejada entra em conflito com a velha identidade que ainda habita o campo energético.

A cura da autossabotagem é um caminho de autoconsciência, compaixão e escolhas diárias que levam à reconexão com a própria verdade e essência, permitindo que a pessoa viva de forma mais íntegra e alinhada com seu verdadeiro potencial.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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