A fúria cega: a raiva é o preço do remorso ...
Segunda-feira, 14 de outubro de 2024
Na filosofia estóica, a raiva é
vista não apenas como uma emoção, mas como uma forma de loucura breve e
voluntária. Ela é, de fato, uma péssima conselheira, pois cega o discernimento
e entrega o controle da nossa razão ao puro impulso.
A verdadeira tragédia da ira não é a
dor que inflige aos outros, mas o inevitável remorso que ela deposita em quem a
sente. Agir sob seu comando é como acender um fogo que queima primeiro a
própria mão que o segura, resultando em palavras e ações que jamais poderemos
reverter.
O antídoto para essa fúria
destrutiva reside na Pausa. Sêneca já ensinava que o maior remédio para a ira é
o adiamento. Respirar fundo não é um sinal de fraqueza; é a manifestação máxima
do autodomínio. É o momento em que a razão retoma o trono da consciência,
permitindo-nos escolher uma resposta em vez de sermos meros escravos de uma
reação.
A sabedoria, portanto, está em
trocar o custo alto e instantâneo da raiva pela paz duradoura da escolha
ponderada.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
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