Ego, o tirano silencioso: a chave filosófica da desidentificação ...
Segunda-feira, 23 de setembro de 2024
O Ego, essa identidade fabricada
pelo pensamento, persiste como o mais insidioso dos nossos adversários. Sua
crueldade não reside na agressão externa, mas na arte de nos iludir,
fazendo-nos acreditar que somos a soma de nossas histórias, medos e carências.
É a identificação inconsciente com
essa persona defensiva que gera a maior parte do nosso sofrimento existencial.
A verdadeira libertação, no entanto,
surge de um exercício de consciência radical: a desidentificação. Quando o
observador ('Eu' essencial) se separa do observado (o 'Ego' reativo), a dor
perde imediatamente a sua morada.
A mágoa, a inveja, a necessidade de
ter razão — percebemos que não são atributos do nosso ser profundo, mas sim as
defesas de uma estrutura psicológica construída para sobreviver, não para
viver.
A dor não desaparece por mágica, mas
porque o verdadeiro 'Eu' reconhece que o sofrimento emocional é a voz do Ego
ferido, temeroso e insatisfeito. Ao nos recusarmos a vestir os dramas dele, que
são sempre uma questão de posse e controle, encontramos um espaço de
serenidade. É nessa pausa entre o estímulo e a nossa resposta que reside a
nossa maior liberdade: a escolha de não ser escravo do nosso inimigo interior.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
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