A ética do distanciamento: a sinceridade que protege a alma ...
Quarta-feira, 18 de setembro de 2024
A maturidade emocional se manifesta
na ausência de ressentimento. É um alívio imenso poder afirmar a ausência de
ódio e rancor, reconhecendo a liberdade que essa postura concede ao nosso
espírito. No entanto, a ausência de sentimentos negativos não implica uma
obrigação de proximidade universal.
A sinceridade sadia reside em saber
estabelecer limites, uma fronteira invisível que protege a integridade do nosso
ser. Temos o direito fundamental de selecionar nosso círculo de convivência e
de nos afastar, sem culpa, daqueles com quem não há ressonância, empatia ou bem-estar
mútuo.
Essa escolha de distanciamento é, na
verdade, um ato de profunda honestidade. É infinitamente mais ético manter uma
distância respeitosa do que recorrer à falsidade – sorrir por obrigação,
engajar-se em conversas vazias ou fingir uma afinidade que não existe. A
falsidade contamina as relações e, pior, corrói a autenticidade de quem a
pratica.
A verdadeira compaixão começa com a
autocompaixão, que nos permite honrar nossa energia e nossos sentimentos. O
distanciamento consciente é uma forma de integridade relacional: um modo
elegante e maduro de afirmar que a paz interior vale mais do que a aprovação
social obtida através da hipocrisia.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
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