A arquitetura da alma: da crítica à aceitação total ...

 

Sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Por muito tempo, a jornada interior foi sabotada por um espelho quebrado. A autocrítica incessante e a comparação destrutiva me aprisionavam em uma cela de insatisfação, onde a régua do meu valor era sempre a conquista alheia.

A busca por validação externa era, na verdade, uma negação de si, um esforço exaustivo para ser aceito pelo mundo antes de ser acolhido por mim mesmo.

Essa fase de eterna vigilância, típica de quem terceiriza a própria felicidade, cedeu lugar a um despertar filosófico. A verdadeira tranquilidade não reside em ser perfeito, mas em ser integral.

A virada de chave se deu na prática da autocompaixão: celebrar cada vitória como prova de capacidade e aceitar cada falha como evidência da minha humanidade. As falhas não são mais defeitos a esconder, mas sim degraus da experiência.

Encontrar a paz não é cessar a luta, mas sim redefinir o campo de batalha. É deixar de lutar contra quem se é. A tranquilidade ansiosamente buscada não estava fora, mas no ato radical de ser fiel à própria arquitetura da alma, imperfeita e, por isso mesmo, autêntica.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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