O inimigo na cabeça: como a mente cria nosso sofrimento ...

Terça-feira, 17 de setembro de 2024

Se buscamos a origem de nosso tormento, não a encontraremos em circunstâncias externas, mas sim em nossa própria fortaleza interna: a mente. Ela não é apenas uma ferramenta de raciocínio; é o juiz soberano que decide a qualidade de nossa experiência.

Um evento externo — uma ofensa, uma perda, uma contrariedade — é, em si, neutro. É a mente, através de seus julgamentos e interpretações, que lhe atribui o peso do sofrimento ou a leveza da indiferença. É a nossa interpretação interna que determina se uma situação nos levará às lágrimas ou nos permitirá encontrar a força para o riso.

Reconhecer essa dinâmica é entender que o nosso maior inimigo não é o mundo, mas a parte de nós que insiste em se torturar com o que está fundamentalmente fora de nosso controle. Tentar controlar o que os outros pensam ou o modo como os eventos se desenrolam é, de fato, um exercício de futilidade que beira a insanidade.

A filosofia nos oferece o caminho para a liberdade: disciplinar a mente para que ela aceite a realidade como ela é. Ao retirar o poder dos julgamentos reativos e focar apenas no que podemos controlar — nossa atitude e nossa resposta — desarmamos o nosso algoz interno e conquistamos a paz.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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