Minha solidão ...
Sábado, 14 de setembro de 2024
Solidão vs. superficialidade: o preço
da presença vazia
Friedrich Nietzsche, o filósofo da
vontade de poder e da crítica cultural, capturou uma verdade essencial sobre a
condição humana ao afirmar: "Minha solidão não tem nada a ver com ausência
ou presença de pessoas. Detesto quem me rouba a solidão sem compensar-me
oferecendo a sua verdadeira companhia."
Essa frase desmantela a noção comum
de solidão como mero isolamento físico. A solidão, na perspectiva nietzschiana,
é um espaço sagrado de autoconfrontação, reflexão e criação. É o momento em que
o indivíduo se torna integralmente presente para si mesmo. Estar só, portanto,
é estar em plena companhia da própria essência.
O perigo, o que Nietzsche detesta,
não é a ausência de outrem, mas a presença vazia e superficial. Pessoas que
"roubam a solidão" são aquelas que invadem esse espaço de integridade
com banalidades, exigências superficiais ou conversas desprovidas de
substância, sem oferecer em troca uma conexão autêntica.
A "verdadeira companhia" é
a troca de almas, a presença que enriquece, que desafia e que não exige que o
indivíduo abdique de seu eu profundo. A lição filosófica é clara: é preferível
a plenitude de estar a sós do que o vazio perturbador de estar mal acompanhado.
Preserve a sua solidão; ela é o alicerce do seu pensamento.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
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