A autenticidade é o nosso único álibi moral ...
Sexta-feira, 20 de setembro de 2024
A busca pela verdade, em sua face
mais austera, pode ser um exercício de confronto, exigindo de nós coragem para
encarar a realidade sem paliativos.
Contudo, é na dimensão oposta — a
mentira — que reside o verdadeiro risco civilizatório. A falsidade não é apenas
um desvio; é uma força altamente destrutiva, pois corrói a base da confiança, o
alicerce de toda e qualquer relação humana, seja ela íntima ou social.
Neste cenário, a sinceridade
torna-se um imperativo ético. Não basta ser verdadeiro apenas no discurso para
quem nos ouve; é crucial ser transparente no modo de ser para quem nos observa.
O convite é à autenticidade radical: ser nós mesmos, sem o fardo da
representação.
A autenticidade age como um filtro
existencial. Ela repele o superficial e o interesseiro, atraindo, por
ressonância, apenas aqueles espíritos que também valorizam a honestidade e a
profundidade.
Ao passo que a falsidade cria uma
miragem que, inevitavelmente, se desfaz, a verdade interior estabelece laços
indestrutíveis. A única moeda de valor duradouro nas interações humanas é a
integridade do ser. É ela que nos define e nos protege da corrosão moral do
engano."
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
Comentários
Postar um comentário