O excesso de futuro: por que a aceitação é a filosofia da ansiedade ...
Domingo, 22 de setembro de 2024
A ansiedade, esse turbilhão
emocional que nos arrasta do presente, não é apenas um sintoma, mas uma
manifestação da nossa condição existencial. Ela é o preço da consciência, o
reflexo de uma mente que projeta incessantemente futuros incertos — seja nos
desafios do trabalho, na complexidade dos relacionamentos ou na mera rotina em
mudança. É o 'excesso de futuro' que rouba a paz do agora.
Embora seja inegável sua capacidade
de minar a qualidade de vida, a ansiedade excessiva não se cura com fórmulas
mágicas. O caminho para a serenidade, como em toda jornada de autoconhecimento,
é profundamente pessoal. Contudo, há um ponto de partida universal, um
princípio filosófico que sustenta a possibilidade de transformação: a aceitação.
Aceitar não significa resignar-se ou conformar-se com o sofrimento, mas sim cessar a luta infrutífera contra a realidade do momento. É reconhecer a emoção como ela se apresenta, sem julgamento, permitindo que a energia investida na resistência seja redirecionada.
É na aceitação que paramos de tentar controlar o incontrolável e,
paradoxalmente, recuperamos o poder de agir sobre aquilo que está, de fato, ao
nosso alcance: o nosso próprio eu e o instante presente.
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