O paradoxo da preocupação: a lógica que desarma o sofrimento ...
Terça-feira, 13 de agosto de 2024
Após um longo período de autotortura
e sofrimento improdutivo, a razão me conduziu a uma verdade de clareza
implacável sobre a natureza da preocupação. Esta percepção, embora simples,
possui o poder de desarmar grande parte da ansiedade cotidiana.
A lógica é um divisor de águas: Se
um problema se apresenta, mas possui uma solução, minha energia não deve ser
consumida pela preocupação paralisante. Meu dever é canalizá-la inteiramente
para a ação resolutiva. A preocupação, neste caso, é um desperdício de recurso
mental que deveria estar focado na execução da resposta.
Inversamente, se um problema
revela-se insolúvel — se está irremediavelmente fora do meu controle ou se já é
um fato consumado — a preocupação é ainda mais inútil. De nada adianta a angústia
frente ao inevitável. Tentar resistir a uma realidade imutável é a própria
definição de loucura e sofrimento.
Resta-me, então, o caminho mais
digno e inteligente: a aceitação ativa. Trata-se de reconhecer o limite da
minha influência e procurar conviver com a adversidade da melhor forma
possível, encontrando serenidade naquilo que não pode ser mudado. A verdadeira
liberdade reside em aplicar a energia apenas onde ela é eficaz.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
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