O rascunho da alma: escrevendo a página do agora ...

Domingo, 18 de agosto de 2024

O despertar é o nosso primeiro ato filosófico diário. Antes de o mundo externo invadir, o instante inaugural, antes mesmo de abrir os olhos, revela uma verdade essencial: a necessidade de harmonia interior. Senti, no primeiro alento, que a paz comigo mesmo não é um luxo, mas o prumo fundamental para o dia que se inicia.

Diante do vasto livro da existência, cada amanhecer nos oferece uma página em branco. Percebo, com clareza límpida, que a qualidade da narrativa que se seguirá depende menos dos eventos externos e mais do clima interno com que me proponho a preenchê-la. O que vou escrever neste "livro da vida" é um reflexo direto do meu estado de ser.

Se permitirmos que o coração seja um repositório de ressentimentos, ódio latente ou angústia não resolvida, é inegável que serão estes os matizes da tinta que manchará a página de hoje. A escrita da nossa jornada não é neutra; ela é visceralmente tingida por nossas emoções mais profundas.

A sabedoria, portanto, reside em não apenas agir, mas em purificar a fonte da ação. Antes de empunhar a caneta, é preciso cultivar o jardim da alma. A tranquilidade interna é a única garantia de que as palavras que escreveremos hoje — em atos, escolhas e pensamentos — serão dignas de serem lidas e relidas.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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