O silêncio como ética: o que sua crítica revela ...

Quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Existe uma regra de conduta que transcende a mera etiqueta social e se estabelece como um imperativo ético para a integridade da alma. Se a sua intenção sobre o outro não puder ser traduzida em palavras de benevolência ou de utilidade construtiva, a resposta mais sábia é o silêncio.

O ato de difamar, de proferir o mal gratuito sobre o caráter de outra pessoa, jamais é um julgamento objetivo sobre o alvo; é sempre uma autoexposição. Quando optamos por criticar destrutivamente, sem razão ou benefício, estamos na verdade revelando a qualidade do território interno.

A maledicência é o sintoma de uma perturbação profunda. Ela demonstra o ressentimento, a inveja ou a frustração que habita em nós, e que o Ego tenta projetar para fora. O veneno que lançamos sobre o próximo é, inevitavelmente, o reflexo da maldade que permitimos florescer em nosso próprio jardim interior.

Portanto, o desafio não é apenas impor uma censura à língua, mas cultivar a virtude. Antes de falar, é preciso perguntar: "Minhas palavras edificam, ou apenas corroem?" O silêncio, neste contexto, não é apenas cortesia; é um ato de autoproteção moral e um compromisso irredutível com a bondade essencial. A forma como falamos dos outros define, em última análise, a pureza de quem somos.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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