O geógrafo da alma: a felicidade oculta no mapa do cotidiano ...

Sexta-feira, 30 de agosto de 2024

O êxtase da viagem e a admiração diante de paisagens inéditas oferecem um tipo de felicidade fácil e imediata. É simples alcançar a alegria quando somos estimulados pela novidade e pela beleza extraordinária de lugares distantes. No entanto, essa felicidade é frequentemente efêmera, dependente de um cenário que é, por definição, passageiro.

A verdadeira mestria da consciência reside em revelar o sagrado no familiar. A felicidade adquire uma profundidade e permanência muito maiores quando a percebemos oculta nos interstícios dos nossos lugares mais comuns: aninhada na quietude de nossas casas, no ritmo da caminhada pela rua onde moramos, ou na familiaridade serena do parque que costumamos frequentar.

Essa descoberta é um poderoso lembrete de nossa cegueira perceptiva. Ela evidencia a vasta quantidade de "coisas boas" — pequenos milagres, gestos de graça, e belezas sutis — que nos cercam e que permanecem invisíveis, soterradas pela rotina ou pela busca incessante pelo próximo grande evento.

A busca neurótica pela felicidade frequentemente nos projeta para o distante e o grandioso. Contudo, a sabedoria autêntica nos ensina que o centro da alegria é aqui. A felicidade genuína não é um destino exótico, mas uma qualidade de atenção que aplicamos às pequenas e suficientes alegrias do dia a dia.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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