A arquitetura da dor: o pensamento como causa do sofrimento ...
Segunda-feira, 19 de agosto de 2024
O controle sobre a experiência
humana começa com a vigilância dos próprios pensamentos. É uma exigência ética:
preciso exercer extremo cuidado sobre a paisagem mental, pois é nela que reside
a verdadeira arquitetura do meu sofrimento.
Embora essa premissa possa soar
inicialmente como um paradoxo ou absurdo, a reflexão persistente revela sua
profundidade. Com o tempo e a introspecção, compreendi que a realidade, em sua
totalidade, opera com uma neutralidade inerente. A aparente "imperfeição"
não está no mundo, mas na lente de julgamento que aplico sobre ele. São os
filtros de minha mente que criam os problemas que, em verdade, apenas
"julgo" possuir.
O sofrimento, portanto, não é um
evento externo, mas um subproduto da resistência interna. Quando me pego
enredado nessa teia de criações mentais, a saída imediata é o retorno ao
centro.
Nesse instante, a técnica é simples,
mas poderosa: um ato consciente de respiração profunda, uma âncora no presente.
Este gesto me reconecta com o núcleo de serenidade que habita em meu interior –
chame-o de razão, essência ou divindade. Ao realinhar-me com essa fonte,
dissolvo a ilusão do caos. É a partir desse espaço de quietude que a
perspectiva se transforma, e o bem-estar, antes uma busca, manifesta-se como um
estado natural.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
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