O santuário interior: redescobrindo a fonte da felicidade ...
Quarta-feira, 21 de agosto de 2024
O tempo, esse mestre implacável,
revelou uma das mais profundas inversões da sabedoria: a verdadeira Eudaimonia,
a felicidade plena, jamais poderia ser uma meta a ser caçada no vasto e
inconstante teatro do mundo exterior. Toda a minha energia despendida em
conquistas, aprovações ou bens materiais era, na verdade, uma busca incessante
por algo que sempre residiu no ponto de partida.
A felicidade é uma condição imanente,
não um prêmio. Descobri que ela não está "lá fora", sujeita à
fragilidade das circunstâncias, mas sim alojada no cerne do meu próprio ser.
Para encontrá-la, o caminho não é a
expansão, mas a interiorização. Basta um instante de quietude – fechar os olhos
e realizar uma descida meditativa ao santuário interno. Ali, onde o mundo se
silencia, a percepção se aguça para o milagre da existência orgânica. Sinto o
ritmo fundamental do coração pulsando, a respiração fluindo como um rio
contínuo, a vida circulando em minhas veias.
Nesse aterramento profundo, onde a
mente se conecta ao corpo e ao presente, a felicidade cessa de ser uma miragem.
Ela emerge, não como um êxtase barulhento, mas como uma certeza serena,
brotando com uma beleza silenciosa e majestosa a partir da simples e suficiente
realidade de ser.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
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