A metáfora do viver: o mundo exterior como espelho da alma ...

Quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Se quisermos decifrar a verdadeira essência de um ser, não precisamos de confissões; basta uma observação atenta da sua arquitetura existencial

Para ver o que as pessoas realmente guardam no coração — seus valores não ditos, suas crenças mais profundas e seus medos silenciosos —, é preciso perscrutar a realidade que elas constroem para si mesmas. 

A tessitura de suas vidas cotidianas, suas escolhas persistentes e a qualidade de suas relações são a realidade manifesta daquilo que reside em seu interior.

Esta não é uma simples coincidência, mas uma lei da consciência. Como ensinam praticamente todos os mestres, de Hermes Trismegisto à psicologia analítica, o nosso mundo exterior não é nada mais do que um espelho implacável. Ele reflete, com fidelidade exata, a qualidade do nosso ser interno.

A desordem externa aponta para o caos mental; a paz ao redor é um sintoma da harmonia alcançada. O que julgamos "acontecimentos" externos são, em muitos casos, projeções concretas da nossa paisagem mental e emocional.

A verdadeira transformação, portanto, não se inicia na tentativa fútil de mudar o espelho. Ela exige a coragem de voltar-se para o interior e polir a imagem refletida. Ao alterarmos a substância da alma, o mundo em torno se reorganiza em um reflexo mais belo e coerente.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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