O dilema existencial: viver no "fazer" ou morar no "ser"? ...
Sexta-feira, 12 de julho de 2024
Na incessante reflexão sobre o
sentido da vida, deparei-me com uma fundamental bifurcação existencial: a
escolha entre uma vida dedicada ao "fazer" e uma vida ancorada no "ser".
O caminho do "fazer" é o
da incessante performance. Nele, o valor pessoal é uma equação atrelada às
conquistas, ao acúmulo de resultados e ao reconhecimento externo. Nessa
modalidade, a felicidade é sempre um horizonte distante, condicionada ao
próximo marco significativo. É uma existência sempre em débito, que busca
preencher o vazio com ação.
Em contrapartida, a vida centrada no
"ser" oferece uma mudança de paradigma. Ela parte da premissa de que
a existência possui um valor intrínseco, uma sacralidade inegociável, conectada
à fonte universal da vida e do amor. Aqui, o mérito não é construído, mas reconhecido.
A grande diferença reside no tempo.
Enquanto o "fazer" projeta a satisfação para um futuro incerto
("Serei feliz quando eu..."), o "ser" desvela a felicidade
como um estado acessível no presente, no simples e profundo ato de existir.
Paz, felicidade e amor não são
prêmios a serem conquistados por meio do esforço incessante, mas sim a condição
original que emerge quando cessamos a busca frenética e abraçamos, com
gratidão, a plenitude do que já é.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
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