O paradoxo do perdão: a chave que liberta quem perdoa ...
Quarta-feira, 24 de julho de 2024
A recusa em perdoar é,
paradoxalmente, um ato de autoaprisionamento. Viver na companhia da mágoa é
consentir que a ofensa inicial continue a exercer um poder destrutivo sobre o
presente. É um contínuo desperdício de energia vital, onde a ira contra o erro
alheio arruína a nossa própria paz interior.
Com o tempo, a reflexão revela uma
verdade profunda: o perdão transcende a absolvição do ofensor. Não se trata de
endossar o erro ou de anular a dor sentida, mas sim de um exercício radical de
autodefesa.
Perdoar é, essencialmente, cortar o
laço invisível que nos mantém vinculados à falha do outro. É um desligamento
existencial que nos devolve a soberania sobre o próprio ser. O ato de perdoar
não é uma concessão ao agressor, mas sim um presente inestimável que oferecemos
a nós mesmos, um passaporte para a liberdade emocional e a serenidade. A
verdadeira vítima da mágoa somos nós mesmos.
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pode estar precisando."
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