O engano do entusiasmo: onde entra a felicidade real? ...
Domingo, 14 de julho de 2024
Em certa fase da minha jornada,
cometi o equívoco comum de confundir "animação" com "felicidade".
Embora ambas gerem euforia aparente, aprendi que elas pertencem a esferas
distintas da experiência humana.
A animação é, por natureza, um pico
emocional, uma reação intensa e externa a um estímulo – a conquista de um
objetivo, uma festa, uma novidade. Ela é, usando a metáfora, uma "nuvem
passageira". Quanto maior o ímpeto e a exibição dessa euforia, mais
rapidamente ela tende a se dissipar, deixando, muitas vezes, um vazio. Ela é a
busca por excitação.
A felicidade, no entanto, reside em
um registro mais profundo. Ela não depende de eventos externos e não exige performance.
É um estado de contentamento e aceitação que emana de dentro, caracterizado
pela solidez e pela serenidade.
A verdadeira felicidade, aquela
ligada à plenitude existencial, não tem a necessidade intrínseca de ser exibida
ou alardeada. Ela se manifesta na paz silenciosa, na capacidade de encontrar
sentido no ordinário e na gratidão pelo que se é.
O desafio, portanto, é parar de
perseguir os altos e baixos da animação e começar a cultivar a estabilidade
interna. Somente ao buscarmos essa quietude sólida é que trocamos a euforia
fugaz pela verdadeira e perene alegria de viver.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
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