O preço da condição: por que a felicidade não mora no futuro ...
Quarta-feira, 17 de julho de 2024
Na incessante busca pelo
contentamento, nossas mentes constroem silenciosamente "condições"
para a felicidade. Firmamos o pacto ilusório de que a plenitude só nos visitará
após o alcance de determinado objetivo: "Serei feliz somente se eu
tiver... ou quando eu conseguir...".
A ironia existencial reside no fato
de que a infelicidade encontra seu berço justamente nessas exigências
condicionais. Ao atrelarmos a alegria a um futuro hipotético, tecemos uma
implacável teia de escassez em nosso interior. Essa mentalidade nos impede de
reconhecer a abundância e a beleza intrínseca do momento presente.
Essas condições atuam como lentes
distorcidas da percepção. Elas turvam a clareza do agora, desviando
nosso foco para a ausência, para o que falta em nossa narrativa pessoal, em vez
de nos permitir apreciar a vasta riqueza que já nos constitui.
A libertação, portanto, não está em
abandonar os objetivos, mas em descondicionar a felicidade deles. É necessário
demolir essas estruturas mentais para que a alegria possa ser percebida como o
estado natural da existência. A verdadeira plenitude reside na aceitação grata
e incondicional do presente.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
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