A inútil busca do paraíso ...
Sexta-feira, 28 de junho de 2024
Partimos do princípio de que nossa
origem não é de carência, mas de plenitude. Há uma convicção profunda de que
nascemos em uma condição de perfeição essencial — um "paraíso" que
não é um local geográfico, mas o estado puro do nosso ser, nossa natureza
intrínseca. A busca incessante por uma plenitude externa torna-se, então, uma
ilusão, pois a perfeição que ansiamos já é inerente à nossa existência.
O paradoxo reside no exercício do livre-arbítrio.
Dotados dessa liberdade, desviamos-nos da nossa essência natural e,
inconscientemente, dedicamo-nos à construção de prisões existenciais. O
inferno, longe de ser um castigo externo, é a paisagem caótica que criamos
através de apegos, medos e crenças limitantes.
A tarefa do autoconhecimento,
portanto, não é uma jornada para construir um paraíso que já existe, nem para
alcançar uma perfeição que já possuímos. A verdadeira ação filosófica é a desconstrução.
Precisamos urgentemente parar de
edificar e sustentar as grades desse inferno autoimposto. A libertação não está
em um futuro distante ou em condições externas, mas na simples escolha de
abandonar os padrões e hábitos que nos afastam de nossa essência plena. A volta
ao "paraíso" é o ato consciente de demolir a prisão que escolhemos
habitar.
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