O risco da palavra solta: a sabedoria da contenção ...

Domingo, 12 de maio de 2024

Robert Greene, em sua análise sobre poder e estratégia, oferece uma máxima incisiva: “Quanto mais você fala, mais provável é que diga uma tolice.” Essa afirmação não é um convite ao mutismo, mas uma poderosa lição sobre a disciplina da palavra.

A fala excessiva é um campo minado de vulnerabilidades. A prolixidade não apenas dilui a força de uma ideia, mas também nos expõe a erros, revelações prematuras de planos e, inevitavelmente, à leviandade. Quando a boca se torna um rio sem comportas, a profundidade do pensamento se esvai na superfície do ruído.

O silêncio, por outro lado, é um exercício de controle estratégico. Ele preserva o mistério e força a escuta atenta do outro. É no espaço da contenção que a observação se aprimora e as palavras que finalmente são ditas ganham peso e autoridade.

Reconhecer que qualquer acréscimo de palavras pode ser uma traição à clareza é o primeiro passo para o autodomínio. Em vez de preencher o vazio com ruído, o sábio escolhe a brevidade e a precisão. A verdadeira inteligência se manifesta na capacidade de saber quando falar, mas, crucialmente, quando se calar.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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