A parábola do sal: deixe de ser copo, torne-se lago ...
Domingo, 26 de maio de 2024
A dor na vida, ilustrada pela mão
cheia de sal, possui uma natureza constante. Sua intensidade não está no fato
em si, mas no recipiente onde o abrigamos.
No copo d'água, a concentração é
insuportável; no vasto lago, o sal se dissolve e a água, embora alterada,
permanece bebível. A metáfora é um imperativo filosófico: a amargura da vida
não muda, mas o seu sabor depende da escala da nossa consciência.
O sofrimento nasce quando nos
fechamos no "copo", permitindo que uma única dor, perda ou frustração
contamine a totalidade da nossa existência. Ser copo é restringir a percepção,
é superdimensionar a adversidade, é dar mais valor ao que falta do que à
plenitude do que se tem.
O convite é para uma transformação
ontológica: tornar-se o Lago. Isso significa expandir o senso de tudo o que nos
cerca – o corpo de água da nossa gratidão, dos nossos valores inegociáveis e do
nosso propósito.
Essa expansão é um ato de
autossuficiência e de responsabilidade. A dor é inevitável, mas o sofrimento é
uma escolha de perspectiva.
Somos moldados por nossas ações, mas
a mudança mais profunda é a que fazemos para transcender a nossa natureza
limitada. É mudar o recipiente da nossa alma para que o sal da vida, em vez de
nos envenenar, apenas nos tempere.
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pode estar precisando."
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