A armadilha do fazer: por que parar de buscar é o início da vida ...

Sexta-feira, 19 de abril de 2024

Nossa jornada se desenrola fundamentalmente em duas dimensões distintas: a vida do fazer e a vida do ser.

A vida do fazer está aprisionada na lógica da performance. Ela nos condiciona a atribuir valor à existência apenas mediante a conquista, o mérito notável ou o resultado mensurável. Nessa dinâmica, a felicidade é um horizonte sempre adiado, uma recompensa futurível que depende do próximo feito. É uma incessante busca por validação externa.

Em contrapartida, a vida do ser é um retorno ao essencial. Ela é o reconhecimento profundo de que nossa existência é inerentemente valiosa e sagrada, um microcosmo conectado à vasta fonte do Universo e do amor. A felicidade não é um prêmio a ser alcançado, mas sim a serenidade intrínseca ao momento presente.

É neste simples permitir-se ser que o turbilhão da busca cessa. Quando aquietamos a necessidade de provar algo e apreciamos o que já nos cerca, libertamos a paz e o amor que jazem latentes. Ao buscar menos e contemplar mais, descobrimos que a verdadeira essência da vida não está naquilo que construímos, mas naquilo que fundamentalmente somos.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

conheça meus livros


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Força de um Caminho ...

Sábias palavras chinesas ...

As Verdades Que Eu Preciso Compreender ...