O roteiro oculto: interpretando o papel designado pela vida ...
Segunda-feira, 18 de março de 2024
A vida, vista sob a lente da
filosofia, revela-se como uma grande e misteriosa peça de teatro. Não somos
meros espectadores, mas sim atores lançados ao palco sem ensaio prévio.
A Natureza, ou o que se queira
chamar de força ordenadora, designou um determinado papel para cada um de nós.
Este papel é único e irrepetível, definido pelo nosso contexto, talentos e
desafios. O nosso maior dever existencial agora é simples, mas profundo:
encenar (viver) esse personagem com a máxima excelência e autenticidade que
pudermos.
O drama, contudo, reside na nossa ignorância
do script total. Desconhecemos as reviravoltas da trama, o clímax
inevitável e, crucialmente, a duração da nossa performance. Não sabemos quanto
tempo este personagem estará em cena.
Essa incerteza, longe de ser
paralisante, deve ser o motor da nossa ação. Se a peça é finita e o roteiro
está oculto, a única atitude sensata é interpretar o presente com plenitude. A
excelência não está em saber o que virá, mas em dedicar-se à qualidade da
interpretação a cada momento, honrando o papel que nos foi dado. Afinal, o
mérito do ator não está na longevidade da peça, mas na integridade e na paixão
de sua atuação.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
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