O silêncio da gratidão: quando as palavras falham diante do dom ...
Sexta-feira, 22 de março de 2024
O meu silêncio diante de Deus não é
de indiferença, mas de profunda insuficiência. Peço perdão, não pela ausência
da vontade, mas pela falha da linguagem em sua capacidade de expressar a
dimensão e a frequência dos dons que inundo em minha vida.
É uma verdade paradoxal: quanto
maior a benção, mais pobres se tornam os vocábulos. Como traduzir em meras
frases a serenidade de um dia, a resiliência em meio à tribulação, ou o amor
que sustenta? Receber a vida, a saúde, a chance de recomeçar a cada manhã, não
são eventos isolados, mas um fluxo constante, um Milagre que nos atravessa.
Reconheço que a gratidão mais
autêntica reside na ação e na presença, e não apenas na oratória. É no viver
pleno, na generosidade do espírito e na busca por ser a melhor versão de mim
que consigo devolver algo à Fonte de toda bondade. Que este silêncio, então,
seja um ato de adoração, um humilde reconhecimento de que o Dom é sempre maior
que a palavra que tenta contê-lo. A verdadeira oração, por vezes, é
simplesmente a entrega reverente do coração.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."

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