Felicidade imperfeita: a grande meta está na autoaceitação ...
Sábado, 30 de março de 2024
Se a Felicidade é, de fato, o motor
invisível que impulsiona a existência humana — o summum bonum da
filosofia —, a metodologia de nossa busca precisa ser revista. A tradição nos
empurra para o ideal platônico de autoperfeição, uma jornada exaustiva para
eliminar cada falha e contradição. No entanto, essa busca incessante e
irrealista muitas vezes gera mais ansiedade do que contentamento.
O verdadeiro objetivo não reside em
transcender nossa humanidade, mas em abraçá-la. A meta mais realista e
sustentável é a autoaceitação.
Aceitar-se não é um ato de
resignação passiva, mas sim um gesto de lucidez radical. É reconhecer que somos
seres de limitações e que essas fronteiras — sejam elas intelectuais,
emocionais ou físicas — não diminuem nosso valor, mas sim definem nossa
singularidade.
A felicidade não está na linha de
chegada da perfeição inatingível, mas na capacidade de celebrar quem somos no aqui
e agora, com todas as nossas imperfeições e contradições. Somente ao
desarmar a autocrítica e acolher a sombra é que encontramos o solo firme para o
contentamento duradouro. A busca, portanto, termina onde o “eu” começa.
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pode estar precisando."
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