O espelho do julgamento: por que condenar o outro é falar de si mesmo ...
Domingo, 24 de março de 2024
O ato de julgar não é uma lente de
aumento sobre o próximo, mas um espelho implacável voltado para o nosso
interior. Quando apontamos um dedo, não estamos, de fato, definindo a essência
do outro; estamos revelando a arquitetura da nossa própria percepção, nossos
medos e, principalmente, nossas carências.
A crítica feroz, o veredito
apressado, raramente nascem da clareza objetiva. Eles surgem, em grande parte,
das sombras que ainda não aceitamos em nós mesmos. A falha que nos irrita no
exterior é, muitas vezes, o traço que reprimimos ou tememos encarnar. É um
mecanismo de defesa: ao projetar a imperfeição, sentimo-nos momentaneamente
mais íntegros.
A verdadeira sabedoria começa no
momento em que transformamos o julgamento em curiosidade. Em vez de condenar a
atitude alheia, podemos perguntar: "O que isso me diz sobre quem eu sou e
o que ainda preciso trabalhar?"
Ao abandonarmos a posição de juiz,
ganhamos a liberdade de nos tornarmos observadores mais compassivos e,
paradoxalmente, mais autênticos. Lembre-se: você não define o outro; você
define a si mesmo pela maneira como decide enxergá-lo.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
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