O preço do brilho: por que o sucesso incomoda ...
Domingo, 10 de dezembro de 2023
O que muitos não percebem é que a boa
impressão ou o sucesso autêntico não são meramente fontes de admiração; eles
são, para alguns, um incômodo existencial e uma forma de agressão passiva. O
nosso brilho individual, seja na inteligência, na ética ou nas conquistas, atua
como um espelho involuntário, refletindo de volta para o outro suas próprias frustrações
e oportunidades não aproveitadas.
A raiz deste ressentimento não é
maldade pura, mas sim a dor da comparação. Quando alguém se destaca, essa
excelência desestabiliza a harmonia da média, o conforto da mediocridade
coletiva onde todos se sentem seguros e justificados em sua inércia.
O mais irônico e trágico, como você
bem observa, é a pressão sutil — e às vezes explícita — para que a pessoa
"bem-sucedida" se auto-sabote ou se achate. Para reestabelecer a
convivência e evitar o conflito, a pessoa é tentada a praticar a mediocridade
voluntária: diminuir o tom, esconder os feitos, ou abrandar a ambição.
Este é o teste de caráter. Manter a
harmonia social a qualquer custo, sacrificando a própria essência, é um preço
alto demais. A verdadeira liberdade e o crescimento autêntico exigem a coragem
de aceitar o desconforto do destaque. É preciso internalizar que a sua luz não
precisa da permissão dos outros para brilhar. O seu valor reside em sua
excelência, não na conveniência que ela oferece ao senso comum.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
Comentários
Postar um comentário