Responsabilidade ...

 

Domingo, 31 de dezembro de 2023

O Infortúnio e o Espelho: O Custo de Não Assumir a Colheita

Existe uma resistência humana quase universal em encarar a lei da causalidade aplicada à própria vida: a inevitável relação entre o plantio (os nossos atos) e a colheita (os nossos resultados).

Para a maioria, é um caminho mais fácil e cômodo negar a própria agência. Recorremos à transferência de culpa: o infortúnio é sempre culpa do destino, das circunstâncias sociais, de outras pessoas ou, em última instância, de uma força divina. Essa fuga da responsabilidade oferece um alívio temporário, mas tem um custo altíssimo: ela nos condena à passividade e à repetição dos mesmos erros.

A maturidade existencial começa no momento em que a pessoa volta o foco para o espelho. Assumir a responsabilidade total sobre os próprios atos e sobre o resultado desses atos não é um ato de autopunição, mas de empoderamento radical.

Somente quando se abandona a vitimização e se reconhece: "Eu sou o autor desta colheita," é que se ganha a capacidade de mudar. A partir daí, o sofrimento se converte em conhecimento, e o foco muda da lamúria para a ação consciente. É essa mudança de atitude que, de fato, inicia a transformação e a melhoria de vida.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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