O mito dos 7%: você realmente pensa por conta própria? ...
Segunda-feira, 11 de dezembro de
2023
O dado é chocante, e a implicação, perturbadora: se estudos sugerem que aproximadamente 93% das nossas atitudes e escolhas são derivadas de influências externas — do bombardeio midiático ao eco das expectativas sociais e familiares —, isso significa que a maior parte de nós vive uma vida emprestada. Apenas uma fração mínima, meros 7%, emana da nossa própria essência, da vontade não contaminada.
A verdadeira tragédia reside não na
magnitude da influência, mas na nossa cegueira voluntária a ela. Vivemos na
confortável ilusão de que a opinião que defendemos, o caminho que escolhemos e
o desejo que perseguimos são frutos de um processo autônomo. Acreditamos que
somos os autores da nossa narrativa, quando, na verdade, somos apenas os atores
que recitam falas escritas por outros.
Essa submissão inconsciente é a
antítese do pensamento filosófico. Diante desta realidade da dissolução do Eu,
o chamado para a consciência torna-se um imperativo moral e existencial. A
única maneira de resgatar essa minúscula parcela de autenticidade é através de
uma vigilância implacável.
Precisamos nos perguntar a cada
decisão: Esta ideia é minha ou é um resíduo da publicidade, da cultura de
consumo, ou do medo da desaprovação? Somente ao desempacotar o que é herdado do
que é original podemos começar a aumentar o nosso "capital de 7%" e,
finalmente, passar de existir para viver com verdadeira autoria.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem
pode estar precisando."
m. trozidio
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