O medo não existe: a ilusão que você escolheu acreditar ...
Terça-feira, 03 de outubro de 2023
O medo, em sua essência mais nua e
crua, não é uma força externa ou uma fatalidade, mas sim o resultado de uma
série de mal-entendidos internos. Quando o dissecamos filosoficamente,
percebemos que ele se alimenta de conceitos distorcidos – crenças limitantes
que, por conveniência ou automatismo, escolhemos aceitar como verdades
absolutas. É a nossa tendência em optar pelo erro confortável que o mantém
vivo.
Deixar-se levar por essa torrente de
ansiedade e apreensão é abdicar da própria autonomia. Neste estado de
passividade, a primeira perda é a confiança em si mesmo, nas suas capacidades
inatas de lidar com o imprevisto. A segunda, e talvez mais profunda, é a desconexão
com as forças e a ordem que governam a existência. Não falo de misticismo, mas
da fé na inerente capacidade do universo (ou da vida) de prover e sustentar.
O medo, em última análise, é a projeção
da nossa desconfiança. Ele é o reflexo da mente que falha em reconhecer a
própria luz, optando por habitar a escuridão da incerteza. A superação não
reside em combatê-lo, mas em reeducar o olhar, desfazendo o mal-entendido e
resgatando a confiança perdida—o verdadeiro antídoto contra o terror.
"Se
essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
m. trozidio
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