O preço da aparência: uma reflexão sobre a insanidade do consumo ...
Sexta-feira, 24 de março de 2023
A frase, tão direta quanto
devastadora, "Compramos coisas de que não precisamos para impressionar
pessoas de quem não gostamos," é um espelho que nos confronta com uma
das maiores insanidades de nossa era. Ela resume uma vida inteira de escolhas
vazias, de desperdício de tempo e de recursos, tudo em nome de uma validação
que nunca chega.
Essa busca incessante por aprovação
externa nos aprisiona em um ciclo de consumo e ostentação. A cada nova compra,
prometemos a nós mesmos um novo status, uma nova identidade, esperando que um
objeto ou uma marca nos conceda o reconhecimento que sentimos que nos falta.
Mas essa é uma equação falha. A satisfação que obtemos é momentânea, e a
impressão que causamos é tão efêmera quanto a tendência da moda que a motivou.
A filosofia, em especial a estoica,
nos convida a questionar essa lógica. Ela nos ensina que a verdadeira liberdade
e a paz de espírito não residem no que possuímos, mas na virtude e no
contentamento com o que temos. A sanidade, neste contexto, é o oposto da
corrida consumista. Ela é o ato de olhar para dentro, de valorizar as relações
verdadeiras e de reconhecer que a felicidade não pode ser comprada.
Admitir o tempo em que participamos
dessa loucura é o primeiro passo para a mudança. É um ato de coragem e de
autoconhecimento que nos liberta do jogo da aparência e nos permite viver uma
vida mais autêntica e significativa.
"Se
essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
m.
trozidio
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