O ponto cego da felicidade: um lembrava à alma ...

Terça-feira, 21 de março de 2023

Muitas vezes, a tristeza não é um reflexo do mundo, mas uma projeção interna. Quando nos sentimos mal, é quase certo que criamos um cenário negativo em nossa mente, focando nas sombras e ignorando a luz. A nossa visão se estreita, e o que realmente existe, a abundância de dádivas que temos, desaparece no ponto cego da ingratidão.

A maior de todas essas dádivas, e a mais subestimada, é a própria vida. O simples ato de abrir os olhos a cada manhã já é o maior presente que se pode receber: a oportunidade de viver mais um dia. Mesmo que não houvesse mais nada, essa simples realidade já seria motivo suficiente para celebrar a vida.

A pergunta, então, não é "o que me faz sentir mal?", mas "por que eu insisto em não me sentir bem?". A resposta está em nossa incapacidade de reconhecer e valorizar as dádivas que possuímos, por mais diferentes que sejam. Essa atitude de ingratidão, de focar no que falta, é um hábito que nos rouba a alegria.

O estoicismo nos lembra da importância de focar no que podemos controlar—nossas percepções e julgamentos. A felicidade não é algo a ser encontrado, mas uma prática diária de reconhecimento e gratidão. A cura para a tristeza fabricada é um "puxão de orelhas" na alma, um lembrete para mudar o foco, de dentro para fora, e reconhecer a beleza que já existe.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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