A sabedoria da entrega ...

06 de dezembro de 2022

Em um dia sombrio, um estado depressivo inexplicável me visitou. A lógica buscava uma causa, mas a alma já intuía uma verdade mais profunda: a razão para o meu sofrimento não importava. Naquela época, sem nomear a filosofia que me guiava, eu já vivia a arte da entrega. Entendi que o valor não está em resistir ao que se sente, mas em aceitar, na esperança de que essa escuridão me revelasse uma luz que a normalidade nunca poderia mostrar.

Em vez de lutar, me vi como um funcionário à disposição de um Empregador maior, o Criador, pronto para cumprir um propósito ainda desconhecido. A analogia me trouxe uma paz singular: a de saber que, mesmo sem entender meus desígnios, eu estava exatamente onde precisava estar. A aceitação do sofrimento, em vez de me enfraquecer, me tornou receptivo às lições da vida.

A batalha contra as minhas próprias limitações, a urgência de fechar-me em meu próprio mundo de problemas, era uma manifestação do meu ego. No entanto, o passo seguinte era claro: a única ação possível era a quietude. Era preciso esperar, abrir-me e confiar que o caminho se revelaria, não pela minha intervenção, mas pela minha capacidade de receber a vida como ela é.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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