A sabedoria do silêncio ...
Quinta-feira, 01 de dezembro de 2022
Na era da superexposição e da
necessidade de validação constante, a urgência de calar-se se revela uma
virtude rara e poderosa. Falar menos não é um sinal de fraqueza ou timidez, mas
um ato de respeito profundo: para com o outro, ao evitar a torrente de palavras
vazias que mais poluem do que comunicam; e para consigo mesmo, ao preservar a
própria intimidade de olhares superficiais.
Quando a boca fala sem a mediação do
pensamento, o discurso se torna ruído, uma repetição desnecessária que
desperdiça a energia que deveria ser canalizada para a ação e a concretização.
Os projetos mais valiosos e as ideias mais inovadoras muitas vezes florescem no
silêncio, longe da tagarelice que os dissipa.
A quietude, portanto, não é
ausência, mas presença plena. É a escolha consciente de ouvir mais, observar
com atenção e só então, se necessário, proferir palavras que tenham peso,
intenção e propósito. O silêncio nos convida a cultivar a arte da escuta e a
reavaliar a nossa própria voz, garantindo que, quando ela ressoar, seja com a
força e a profundidade de uma verdade genuína.
"Se
essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
m.
trozidio
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