Prazer não é felicidade ...
Sexta-feira, 19 de agosto de 2022
A Tirania do
Prazer e a Busca por uma Felicidade Autêntica
Os valores que
escolhemos abraçar são a bússola que orienta nossa vida. É com base neles que
avaliamos nossas escolhas e julgamos a jornada alheia. No entanto, é um erro
crasso e perigoso alinhar nossa bússola a um valor tão sedutor e, ao mesmo
tempo, tão efêmero: o prazer.
Em uma
sociedade que nos oferece gratificação instantânea a cada clique, a cada compra
e a cada notificação, a busca pelo prazer se tornou um imperativo cultural. Mas
a sua efemeridade é o que a torna um alicerce frágil para uma vida
significativa. O prazer, em sua essência, é uma experiência passageira, uma
faísca que ilumina por um instante e logo se apaga, deixando atrás de si, não
raro, um vazio ainda maior.
Basta olhar
para as consequências dessa busca desenfreada. Pergunte a um viciado onde a
busca por prazer o levou; pergunte a alguém que perdeu a família por um breve
caso se o prazer valeu a pena; pergunte a um obeso mórbido se a gula resolveu
sua baixa autoestima; ou a alguém que sofre com ressaca se a noite de prazer
valeu o preço. A verdade é que o prazer, quando se torna um fim em si mesmo, é
um mestre tirano, que nos promete o paraíso, mas nos entrega ao inferno. Ele
nos distrai do que realmente importa, nos ilude com a falsa sensação de que
estamos bem, e nos afasta da nossa verdadeira essência.
Muitos estudos
científicos confirmam o que a experiência já nos ensina: a busca incessante por
prazeres superficiais, como o consumo excessivo ou o entretenimento vazio, não
só não nos torna felizes, como frequentemente agrava estados psicológicos de
ansiedade e depressão. É um ciclo vicioso: buscamos prazer para preencher um
vazio, e ao fazê-lo, aprofundamos ainda mais a sensação de ausência.
O prazer se
tornou uma indústria, um produto altamente lucrativo vendido 24 horas por dia.
O que antes era uma recompensa natural da vida, hoje é um anestésico, uma forma
de nos manter distraídos, presos em um labirinto de gratificações rápidas.
Mas há uma
saída. É no controle, não na negação, de nossos prazeres que reside a chave
para uma vida mais plena. Quando aprendemos a moderar nossos desejos e a
direcionar nossa energia para valores mais profundos — como propósito,
crescimento, conexão e contribuição —, descobrimos que a verdadeira felicidade
não é um pico de adrenalina, mas um estado de paz e satisfação duradoura. É uma
alegria que não se esvai, mas que se constrói e se fortalece com cada desafio
superado e com cada escolha consciente.
Essa é a
diferença crucial: o prazer é fácil de obter e fácil de perder, enquanto a
felicidade verdadeira é resultado de um esforço contínuo e que gera um prazer
saudável e sustentável.
Você já parou
para pensar se a sua busca por prazer está te levando a uma vida mais feliz?
"Se
essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
m.
trozidio
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